Brasil está preparado para enfrentar oscilações do mercado financeiro, diz Tombini

31 de agosto de 2013

Economia



Brasil está preparado para enfrentar oscilações do mercado financeiro, diz Tombini
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-31/brasil-esta-preparado-para-enfrentar-oscilacoes-do-mercado-financeiro-diz-tombini
Aug 31st 2013, 21:47

Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Brasil está preparado para enfrentar as oscilações do mercado financeiro global, geradas pela decisão dos Estados Unidos de reduzir estímulos monetários. A avaliação foi feita hoje (31) pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em discurso no 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, organizado pela BM&F Bovespa, em Campos do Jordão, São Paulo.
Tombini disse que a economia mundial passa por um processo de transição, com a recuperação econômica dos Estados Unidos. "Diga-se de passagem, transição positiva, pois significa que a recuperação da maior economia do mundo está ganhando força e isso representará maior crescimento da economia e do comércio global à frente."
Apesar das características positivas da transição, Tombini destacou que o processo de normalização das condições monetárias nas economias avançadas gera volatilidade (fortes oscilações), principalmente nos mercados de economias emergentes, como o Brasil. "As economias emergentes são as mais impactadas por essa volatilidade. Sempre foi assim. E não é diferente no caso da economia brasileira."
"Os mercados se anteciparam aos fatos e, na ausência de informações claras e precisas de como se dará esse processo de retirada dos estímulos monetários, os preços dos ativos financeiros estão mais voláteis, oscilando ao sabor de cada dado sobre o ritmo de atividade da economia norte-americana", ressaltou Tombini.
Segundo o presidente do Banco Central, a estratégia da instituição é clara: "Usaremos nosso amplo rol de instrumentos para reduzir a volatilidade excessiva e mitigar potenciais riscos à estabilidade financeira." De acordo com Tombini, essa estratégia será usada o tempo que for necessário, em todo o período de transição "entre o mundo atual e o mundo à frente, de condições monetárias normalizadas e maior crescimento da economia e do comércio global".
Desde o fim de maio, o sistema financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Com menos dólares em circulação, a cotação da moeda norte-americana fica mais alta em todo o mundo.
Tombini disse que o Brasil está preparado para enfrentar a volatilidade porque o sistema financeiro brasileiro está "sólido, com elevados níveis de capital, liquidez e provisões".
Desde que a volatilidade aumentou, o país manteve fluxo positivo tanto de investimento estrangeiro direto (que vai para o setor produtivo da economia) quanto de portifólio (ações e títulos de renda fixa), "inclusive com o aumento da participação de investidores estrangeiros na dívida mobiliária pública interna".
"É importante ressaltar que eventuais saídas [de investimento estrangeiros] pontuais são naturais, não representando mudança de tendência, nem alterando as condições de financiamento do país e o acesso de empresas brasileiras ao mercado financeiro internacional", destacou Tombini. Ele lembrou que, nos últimos dois anos, o país continuou a ampliar o "colchão de segurança e de liquidez". "Adicionamos quase US$ 90 bilhões às nossas reservas internacionais, que hoje ultrapassam US$ 370 bilhões."
Ele explicou que esse "colchão" permite ao Banco Central, no atual "período de transição, marcado por níveis mais elevados de volatilidade e pelo aumento da aversão ao risco, ofertar proteção (hedge) aos agentes econômicos e, se necessário, liquidez aos diversos segmentos do mercado".
Tombini disse que, na semana passada, o BC anunciou o programa de leilões diários de venda de dólares, pelo menos até o final do ano. "Esse programa, além de conferir previsibilidade, ofertará aos agentes econômicos proteção cambial superior a US$100 bilhões, se considerarmos o montante de proteção que já foi disponibilizado".
Edição: Nádia Franco
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Contribuição previdenciária de julho é segunda maior do ano

30 de agosto de 2013

Economia



Contribuição previdenciária de julho é segunda maior do ano
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/contribuicao-previdenciaria-de-julho-e-segunda-maior-do-ano
Aug 31st 2013, 01:10

Da Agência Brasil
Brasília - Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o mês de julho de 2013 obteve a segunda melhor arrecadação urbana do ano, R$ 24,2 bilhões. Comparando com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 4% na arrecadação.
O ministério atribui a alta às contratações temporárias no período de férias. Em relação às despesas com benefícios, a Previdência gastou R$ 21,5 bilhões, obtendo um saldo positivo de R$ 2,6 bilhões, 8,4% maior que o mês anterior. São considerados os pagamentos de sentenças judiciais e a Compensação Previdenciária (Comprev) entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os regimes próprios de Previdência Social de estados e municípios.
Dados da arrecadação líquida de julho de 2011 a julho de 2013 disponibilizados pelo ministério mostram que esse último mês só perde para abril de 2013. Os meses de dezembro não são considerados, em razão do incremento do décimo terceiro salário, que registra uma alta incomum.
Os números informados vêm do fluxo de caixa do INSS. O resultado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) considera os setores urbano e rural. Em julho, a arrecadação no setor rural foi R$ 507,5 milhões, registrando crescimento de 6,6% em relação a julho de 2012 e queda de 2,6% em comparação a junho de 2013.
Edição: Fábio Massalli
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Fiesp considera PIB do segundo trimestre acima das expectativas

Economia



Fiesp considera PIB do segundo trimestre acima das expectativas
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/fiesp-considera-pib-do-segundo-trimestre-acima-das-expectativas
Aug 30th 2013, 23:07

Daniel Mello

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considerou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do ano acima das expectativas. Segundo os dados divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia em geral se expandiu 1,5% no período e a indústria 2%.
Apesar do resultado acima do esperado, a Fiesp prevê um crescimento menor para o segundo semestre. Segundo a entidade, o enfraquecimento da economia pode ser medido em índices como o Indicador de Nível de Atividade (INA) da própria federação. "Além disso, no segundo semestre teremos o efeito negativo dos aumentos das taxas de juros que vêm sendo praticado pelo Bacen [Banco Central] desde abril de 2013", ressaltou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
A estimativa da federação é que o PIB de 2013 registre crescimento de cerca de 2,5% e a indústria expansão de 2%. "Ou seja, este será mais um ano em que o Brasil crescerá menos que a média mundial (3,1%) e muito menos que os países emergentes (5%). Se desejamos resultados diferentes, temos que fazer de forma diferente. O Brasil precisa de fato mudar sua política econômica para alcançar crescimento econômico que o país deseja e merece", disse Skaf, por meio de nota.
Edição: Fábio Massalli
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Temos muita bala na agulha para moderar a mudança de câmbio, diz Mantega

Economia



Temos muita bala na agulha para moderar a mudança de câmbio, diz Mantega
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Aug 30th 2013, 20:41

Flávia Albuquerque

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (30), durante avaliação dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, que a desvalorização do real em relação ao dólar está ligada à expectativa de medidas que podem ser adotadas pelo Fed, o Banco Central americano.
Segundo Mantega, o governo tem os instrumentos necessários para controlar a desvalorização da moeda nacional. "As mudanças do Fed causam mudanças no câmbio de diversos países. Nós temos aqui a possibilidade de influir fazendo com que a desvalorização seja menor, caso haja necessidade. Temos muita bala na agulha para moderar a mudança de câmbio".
Mantega voltou a dizer que, no Brasil, as mudanças acontecem por influência do mercado futuro. "Não é fuga de dólares, significa que temos um país mais sólido, com mais reservas, e que todo movimento ocorre no mercado futuro. A movimentação se deve ao fato de que temos um mercado mais aberto, mais internacionalizado e com mais liquidez do que em outros mercados", ressaltou.


Edição: Beto Coura

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Economia avança a passos lentos e frágeis, avalia Iedi

Economia



Economia avança a passos lentos e frágeis, avalia Iedi
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Aug 30th 2013, 20:28

Daniel Mello

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O crescimento de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano mostra que a economia brasileira está melhorando lentamente, segundo avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). "A economia brasileira continua caminhando a passos lentos [aumento de 2,6% no primeiro semestre] e frágeis", diz em nota.
De acordo com a entidade, o resultado divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) "mostra um quadro não tão ruim da economia brasileira, como fazia crer boa parte das avaliações dos analistas". Apesar de os números também não indicarem, segundo o Iedi, uma grande retomada na expansão econômica. "Não se está dizendo com isso que os resultados abrem uma trajetória de crescimento robusto para o país ainda este ano".
Entre os indicadores que apresentaram melhora "inquestionável", o Iedi destaca os investimentos. Por exemplo, o aumento de 9% da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no segundo trimestre na comparação com o mesmo período de 2012. Alta motivada pela produção interna de bens de capital.
A entidade também destacou o aumento da taxa de investimento, que passou de 7,9% no segundo trimestre de 2012 para 18,6% no segundo trimestre deste ano. "Foi um aumento significativo, mas ainda muito aquém da taxa que se almeja para o país".
O Iedi classificou ainda como "preocupante" o crescimento de 0,5% nas exportações do primeiro semestre, enquanto as importações aumentaram 7,6% nos primeiros seis meses.

Edição: Aécio Amado
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Colheita recorde determinou crescimento econômico no segundo trimestre, diz CNA

Economia



Colheita recorde determinou crescimento econômico no segundo trimestre, diz CNA
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Aug 30th 2013, 19:23

Mariana Branco

Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que o crescimento de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas do país) no segundo trimestre, divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está relacionado à colheita de grãos da safra 2012/2013. "A colheita recorde de 186,1 milhões de toneladas de grãos e fibras determinou o crescimento do PIB", disse a entidade por meio de nota divulgada nesta tarde.
Os dados do IBGE mostram que o PIB agrícola cresceu 3,9% no segundo trimestre de 2013, na comparação com os três meses anteriores. Em relação ao segundo trimestre de 2012, o desempenho da agropecuária registrou elevação de 13%. Nos primeiros seis meses deste ano, a soma das riquezas produzidas em propriedades rurais cresceu 14,7% ante igual período de 2012.
"Os resultados espelham o cenário favorável de preços no período de plantio, justificado pelas perdas de safra no Hemisfério Norte no segundo semestre de 2012", diz o comunicado da CNA. A entidade considera positiva a expansão do crédito rural por meio do Plano Agrícola e Pecuário 2012/2013 e destacou o clima favorável como outro fator que influenciou nos bons resultados da colheita.
A CNA projeta continuidade do cenário favorável para o terceiro trimestre de 2013. Para o fechamento do ano, a entidade estima crescimento de 18% da produção agropecuária, que deve sustentar alta entre 4,5% e 5% do PIB do agronegócio. De acordo com a confederação, o bom desempenho deve recompensar as perdas por problemas climáticos ocorridas em 2012.

Edição: Juliana Andrade
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Para Correios, invasão de prédio rompe negociações com trabalhadores

Economia



Para Correios, invasão de prédio rompe negociações com trabalhadores
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Aug 30th 2013, 18:54

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Após a invasão do edifício sede dos Correios, em Brasília, na manhã de hoje (30), por manifestantes ligados à Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (Fentect), a diretoria da ECT afirmou que o ato representa uma "ruptura nas negociações" de reajuste salarial, que estavam em curso com os empregados. Segundo o vice-presidente jurídico dos Correios, Cleucio Santos Nunes, a empresa foi surpreendida pelos trabalhadores.
"Os Correios estão na fase de negociação do acordo coletivo de trabalho; as negociações estão no início, o clima estava absolutamente tranquilo, a empresa apresentou sua proposta e fomos surpreendidos com a invasão do prédio", disse Nunes. Segundo ele, a empresa analisa o pedido de reajuste salarial dos trabalhadores e deverá apresentar a sua proposta na semana que vem.
Os trabalhadores pedem aumento real de 15%, reposição da inflação de 7,13% e de 20% de perdas salariais. Outras reivindicações são a entrega de correspondências pela manhã em todo o país e a jornada de seis horas para os atendentes. Os trabalhadores marcaram uma paralisação para o dia 17 de setembro, se não houver acordo com a empresa até lá.
O secretário de Finanças da Fentect, José Rivaldo da Silva, disse que a manifestação foi resultado da demora da empresa em apresentar uma proposta aos trabalhadores. "A empresa só enrola, e até agora não apresentou nada", disse. Ele também avalia que, com a política do governo federal de não dar reajustes com ganho real para os trabalhadores, a ECT está sem mobilidade para negociar.
Segundo Silva, há uma divisão entre os trabalhadores, dificultando as negociações com a empresa. Ele diz que os Correios preferem negociar com a Federação Interestadual dos Sindicatos de Trabalhadores dos Correios (Findect). "Queremos forçar uma negociação de fato com quem sempre negociou com a ECT. Há mais de 23 anos negociamos e assinamos acordos coletivos todos os anos com a empresa", disse o representante da Fentect.
Segundo os Correios, o impacto econômico da pauta da Fentect chega a R$ 31,4 bilhões, o que representa mais do que o dobro da previsão de receita da empresa para este ano.

Edição: Beto Coura

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Consumo de eletricidade cresceu em julho, puxado por comércio e residências

Economia



Consumo de eletricidade cresceu em julho, puxado por comércio e residências
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Aug 30th 2013, 19:14

Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O consumo de eletricidade cresceu 5,1% em julho, comparado com igual mês do ano anterior. A expansão foi puxada pelos segmentos residencial (8,2%) e comercial (7,1%). A indústria registrou crescimento de 1,9%, sobre julho de 2012. Os dados fazem parte da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada hoje (30) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Na projeção para o consumo total em 2013, a resenha reduziu a expectativa para 463 mil gigawatts/hora (GWh), um decréscimo de 0,8%, em relação à previsão anterior para este ano, que era um consumo de 466,7 mil GWh, o que seria um crescimento de 4,1% sobre 2012. Segundo a EPE, a redução na projeção é devida ao ritmo mais lento de recuperação econômica do país.
Entre as regiões, os maiores aumentos – na comparação entre julho deste ano e julho do ano passado – foram registrados no Centro-Oeste (11%), Nordeste (6,9%) e Norte (6,8%). Nesse período, o Sul teve aumento no consumo de eletricidade de 6,2% e o Sudeste, 3,3%. A resenha completa foi publicada no site da EPE.


Edição: Beto Coura

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Mantega diz que crescimento do PIB trimestral mostra recuperação da indústria

Economia



Mantega diz que crescimento do PIB trimestral mostra recuperação da indústria
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Aug 30th 2013, 18:12

Marli Moreira

Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, comemorou hoje (30) o crescimento de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre deste ano, destacando que a qualidade do resultado, que embute expressivo investimento na capacidade de produção do país. "Estamos caminhando para um bom desempenho da formação bruta de capital fixo, que significa a compra de máquinas e equipamentos e material agrícola. Significa que a indústria está se modernizando e vai aumentar a produtividade. A indústria brasileira está se recuperando", resumiu o ministro.
De acordo com o resultado divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agropecuária foi o setor com melhor desempenho no período, crescimento de 3,9%, seguida pela indústria, que cresceu 2%, e pelo setor de serviços, com alta de 0,8%.
Na indústria de transformação, Mantega destacou o bom desempenho da construção civil (3,8%). A agricultura cresceu 3,9% sobre o trimestre anterior, a indústria, 2%, e os serviços, 0,8%. "Então, foi um bom crescimento o da construção civil. Do ponto de vista da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,3%, que é um crescimento moderado. O crescimento é moderado, mas é melhor do que o do primeiro trimestre e melhor também na performance histórica."
Com queda de 0,5%, o consumo da administração pública ficou abaixo do de outros períodos, e o que mais cresceu na demanda foi o investimento, na formação bruta de capital fixo (3,6%). No primeiro trimestre, houve alta de 4,7%.
O ministro também avaliou como resultado de um crescimento saudável o fato de as exportações terem crescido 6,9%, taxa bem acima da das importações (0,6%). "Isso significa que estamos tendo um crescimento de qualidade, puxado pelo investimento, pela agricultura, indústria e pelo consumo, que está crescendo menos." Mantega lembrou que, no segundo semestre do ano passado, o país apresentava expansão razoável. Este ano, ele espera crescimento moderado, mas, para o ano que vem, projeta expansão de 4%. "O fundo do poço foi superado e, daqui para a frente, a trajetória será de crescimento, de modo que poderemos voltar às taxas de crescimento que já tivemos."
Para Mantega, o cenário internacional tende a ficar mais equilibrado, com o crescimento do mercado global. Ele também comparou o desempenho brasileiro ao das demais economias, observando que o país cresceu anualizado a uma taxa de 6%. O resultado foi menor apenas que o da China (6,9%). O ministro também citou o crescimento dos parceiros do Brasil no Brics: Rússia, 1%, Índia, 4,6%, e África do Sul, 3%.
"Estamos na rota da recuperação econômica, porque as medidas tomadas nos últimos anos têm apresentado resultado positivo, com redução dos juros, de tributos e de custos. E tudo se traduz em mais dinamismo da economia brasileira, embora tenhamos enfrentado um cenário internacional adverso", ressaltou. Para ele, com a melhora desse cenário, o Brasil crescerá a taxas maiores.
Edição: Nádia Franco
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Serviço Florestal Brasileiro mapeia carga tributária sobre madeira da Amazônia

Economia



Serviço Florestal Brasileiro mapeia carga tributária sobre madeira da Amazônia
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Aug 30th 2013, 18:01

Ana Cristina Campos

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Levantamento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, apontou que a carga tributária incidente sobre os produtos madeireiros da Floresta Amazônica é 32%, desde a exploração até a venda ao consumidor final. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é o tributo que mais onera a cadeia produtiva e responde por 12% dos custos. Em seguida, vêm o Simples Nacional, com 9% do peso tributário, e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com 6%.
O estudo do SFB apresentou propostas de desoneração para fortalecer a economia florestal amazônica e aumentar a competitividade dos produtos de madeira tropical oriunda de áreas de manejo florestal. Uma das propostas de desoneração do ICMS que será levada ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) retira da base de cálculo o imposto para os produtos madeireiros produzidos por meio da exploração de concessão florestal, pelas empresas credenciadas no SFB.
Há também propostas de desoneração do PIS/Pasep, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do IPI. De acordo com a consultora do SFB, Edna Carmélio, a cadeia produtiva da madeira amazônica soma R$ 7 bilhões dos quais R$ 2 bilhões vão para tributos. As propostas implicam uma perda de arrecadação com o ICMS estimada em R$ 40 milhões; com o PIS/Pasep e a Cofins, em R$ 19 milhões; e do IPI, em R$ 28 milhões. "Espera-se com essas propostas aumentar a competitividade dos produtos madeireiros da concessão e de manejo florestal", disse Edna.
Para o diretor-geral do SFB, Antônio Carlos Hummel, é necessário dar uma solução urgente para economia madeireira na região amazônica. "É fundamental nesse fortalecimento do setor florestal discutir medidas que efetivamente garantam que a produção vem de áreas sob manejo. Um dos aspectos importantes é criar instrumentos econômicos que favoreçam quem faz manejo florestal e desfavoreçam quem trabalha na ilegalidade. Isso pode ajudar no combate ao desmatamento na região," disse Hummel.
Segundo ele, discute-se muito sobre a Floresta Amazônica do ponto de vista do desmatamento. O diretor do SFB espera que se amplie a discussão para a valorização da floresta em pé. "O SFB e o ministério esperam construir políticas públicas que beneficiem o manejo e as concessões florestais, para que se tenha uma economia madeireira sustentável", disse Hummel.
O SFB está com três editais abertos de concessão com mais de 1 milhão de hectares nas florestas de Altamira, do Crepori e do Amana, todas no Pará. Um hectare corresponde a 10 mil metros quadrados, o equivalente a um campo de futebol oficial. "Essas áreas manejadas podem ser objeto desses incentivos econômicos para manter a floresta em pé e gerar renda e emprego na região amazônica", destacou Hummel. As concessões florestais de Jamari, em Rondônia, e de Sacará-Taquera, no Pará, já estão em operação e abrangem uma área de cerca de 145 mil hectares.
Roberto Waack, presidente da Amata, empresa que atua em toda a cadeia da madeira - da produção até a comercialização - disse que as desonerações vão incentivar a madeira legal e certificada. "Uma das questões centrais relacionadas ao setor madeireiro é a competição com quem está na ilegalidade, que não é tributado", destacou. A Amata é uma das empresas concessionárias que atua na Floresta Nacional de Jamari, em uma área de 46 mil hectares.
Edição: Marcos Chagas
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BC segue com estratégia de intervenções diárias no mercado de câmbio

Economia



BC segue com estratégia de intervenções diárias no mercado de câmbio
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Aug 30th 2013, 16:46



Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Depois de descartar por duas vezes propostas em leilão de venda de dólares com compromisso de recompra, o BC fechou uma operação com oferta de até US$ 1 bilhão.
Nesse tipo de leilão, o BC não divulga no mesmo dia o valor, em dólares, que emprestou ao mercado. Os dados serão divulgados nos próximos dias. A taxa de corte da operação ficou em R$ 2,47 e a de venda em R$ 2,362. A data da liquidação de venda pelo BC será no próximo dia 4. A data de recompra será no dia 2 de abril de 2014.
Hoje, o BC também fez um leilão de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro. Nesse leilão, foram ofertados 30 mil contratos para duas datas de vencimento. Para 1º de novembro de 2013, foram negociados 7 mil contratos, totalizando US$ 349,2 milhões. Para 2 de janeiro de 2014, 23 mil contratos foram negociados, no total de US$ 1,143 bilhão.
Pela programação diária do BC, de segunda a quinta-feira serão feitos leilões de swap cambial, com oferta de cerca de US$ 500 milhões por dia. Às sextas-feiras, será oferecido até US$ 1 bilhão, por meio dos leilões de venda com compromisso de recompra. No entanto, quando anunciou essa programação, na semana passada, o BC informou que faria leilões adicionais sempre que julgasse apropriado.
Desde o fim de maio, o sistema financeiro global enfrenta turbulências por causa da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reduza os estímulos monetários para a maior economia do planeta. Com menos dólares em circulação, a cotação da moeda norte-americana fica mais alta em todo o mundo.
A instabilidade agravou-se na semana passada, quando foi divulgada a ata da reunião de julho do Fed. No documento, os diretores do Banco Central americano não estipularam uma data, mas confirmaram que pretendem acabar com as injeções mensais de dólares até meados do próximo ano.
Edição: Denise Griesinger

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Economista diz que resultado do PIB mostra indicador próximo a 2% no ano

Economia



Economista diz que resultado do PIB mostra indicador próximo a 2% no ano
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Aug 30th 2013, 15:40


Daniel Lima

Repórter da Agência Brasil



Brasília - O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o indicador deve ficar próximo a 2% em 2013. A avaliação foi feita pelo economista e professor aposentado da Universidade de Brasília, Dércio Munhoz. Em sua análise, ele se baseia nos últimos quatro trimestres ante o mesmo período imediatamente anterior, quando o resultado foi 1,9%.



Segundo Munhoz, é preciso cuidado ao usar apenas o resultado do segundo trimestre, pois indicadores econômicos de curto prazo têm validade "muito relativa" e não devem mostrar uma tendência. "Até porque estamos no terceiro trimestre, que tem expectativa de que seja muito fraco, o que poderá puxar o indicador do ano para baixo", destacou.



Para o economista, quando é utilizado na avaliação do crescimento da economia o período de quatro trimestres anteriores e não o ano civil [365 dias contados a partir de 1º de janeiro] incorpora-se sazonalidades no cálculo. "Precisamos observar que estão sendo incorporados períodos de safra, períodos de Natal etc. Precisamos fazer uma comparação que amorteça questões sazonais. Este, sim, é um bom indicador", disse Munhoz à Agência Brasil.



"Então, a tendência é de que o PIB deve ficar em 2% em 2013. Evidentemente, poderemos ter surpresas. Mas se você usar esse indicador, que amortece efeitos sazonais, a tendência é 2%, o que é um bom resultado", acrescentou.



Dércio Munhoz fez, no entanto, uma ressalva: "[é um] bom resultado para uma economia que está com um processo de estagnação histórica. Se observarmos melhor, a economia vem com taxas pós-Plano Real. Ou seja, está funcionando com os problemas estruturais que vieram dos anos 1990.



Edição: Graça Adjuto



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Para vice-diretor da FGV, dados do IBGE indicam recuperação da economia

Economia



Para vice-diretor da FGV, dados do IBGE indicam recuperação da economia
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/para-vice-diretor-da-fgv-dados-do-ibge-indicam-recuperacao-da-economia
Aug 30th 2013, 16:04

Daniel Lima

Repórter da Agência Brasil
Brasília - O vice-diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rogério Sobreira, acredita que a taxa de investimento do segundo trimestre do ano, divulgada hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com os dados do Produto Interno Bruto (PIB), indica sinais de recuperação da economia brasileira.
Segundo o IBGE, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,5% no segundo trimestre ante o período anterior. Além disso, a taxa de investimento em percentual do PIB subiu de 17,9% no segundo trimestre de 2012 para 18,6% no segundo trimestre deste ano.
Sobreira considerou o resultado bom, pois ficou acima do que alguns analistas esperavam. Para ele, a manutenção dos investimentos, diferentemente das estimativas do início do ano - quando se esperava que a taxa se mantivesse fraca - é um bom indicador. "No segundo trimestre, os investimentos vêm forte e aparentemente sinalizam recuperação", disse à Agência Brasil.
Para o professor, se a taxa de investimento for somada à perspectiva de realização dos "leilões chaves" de infraestrutura, como em setores de aeroportos, portos e rodovias, a situação será ainda melhor para o país.
Outro dado importante, segundo ele, é que, se os investimentos estão fortes, a fase da acumulação de estoques por parte do setor produtivo já passou. "Tudo indica que os empresários voltaram a investir, embora estejam acumulando estoques, evidentemente. Deve estar havendo, assim, uma criação nova de capacidade produtiva", destacou.
O segundo aspecto destacado por Sobreira é o consumo das famílias, que vinha muito bem nos dois últimos trimestres de 2012 e depois enfrentou uma queda no inicio do ano. Para o professor, tudo indica que o fator está "ensaiando" uma recuperação. "Olhando um número tão agregado como esse, eu diria que pode estar havendo um movimento de, com as famílias pagando as dívidas, elas voltarem, ainda que lentamente, a consumir".
Rogério Sobreira entende que, se houver a combinação da recuperação dos gastos das famílias com os investimentos, existe uma expectativa muito positiva em relação ao PIB deste ano. "Acho que muitos analistas que vinham fazendo previsões até abaixo de 2% terão que rever as suas previsões".
Edição: Davi Oliveira
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Mantega diz que Brasil pode crescer 4% a partir de 2014

Economia



Mantega diz que Brasil pode crescer 4% a partir de 2014
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/mantega-diz-que-brasil-pode-crescer-4-partir-de-2014
Aug 30th 2013, 15:50

Marli Moreira

Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (29) que o Brasil tem possibilidades de voltar a ter um crescimento econômico a uma taxa média anual de 4%, a partir de 2014. Para ele, o bom desempenho previsto poderá vir de um incremento das exportações à medida em que começam a surgir sinais de retomada do crescimento da economia internacional.
Em entrevista, na sede regional do Banco do Brasil, na capital paulista, Mantega fez uma análise dos resultados do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cresceu 1,5% em relação ao trimestre anterior. "Esse crescimento, anualizando, representa como se a economia tivessse crescendo a uma velocidade de 6%", avaliou. O ministro classificou o desempenho do PIB como bom.
Na avaliação dele, em 2013 o país fechará com crescimento moderado. "Nossa trajetória é de um crescimento moderado até o final do ano, mas 2014 tende a ser mais promissor", apontou Mantega citando os resultados que começam a surgir no cenário internacional.
Ele citou, por exemplo, a retomada da economia nos Estados Unidos, União Européia e demais mercados que são consumidores de produtos brasileiros como os parceiros do Brasil no grupo dos Brics, como Índia, Rússia e China. "Estamos na rota da recuperação econômica, com redução da taxa de juros se traduzindo e um dinamismo melhor" ressaltou.
Edição: Marcos Chagas
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Superávit primário de julho é o menor para o período na série histórica do BC

Economia



Superávit primário de julho é o menor para o período na série histórica do BC
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/superavit-primario-de-julho-e-menor-para-periodo-na-serie-historica-do-bc
Aug 30th 2013, 16:06


Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Brasília – A economia para o pagamento de juros da dívida pública – superávit primário, de julho deste ano foi o pior para o período desde 2010. No mês passado, o resultado ficou em R$ 2,287 bilhões. No mesmo mês de 2010, o superávit primário ficou em R$ 1,5 bilhão.
Em 12 meses encerrados em julho, o superávit primário chegou a R$ 88,167 bilhões, o que corresponde a 1,91% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, a meta de superávit primário é 2,3% do PIB.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse que ainda é preciso aguardar para saber se a meta será atingida. "Ainda temos cinco meses. A gente precisa aguardar um pouco mais para ver a evolução desses fluxos", disse.
De acordo com os dados do BC, o pagamento de juros da dívida chegou a R$ 23,393 bilhões, o maior resultado para o mês de julho, na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. Em 12 meses encerrados em julho, as despesas com juros chegaram a R$ 226,887 bilhões, o que corresponde a 4,91% do PIB.
Segundo Maciel, em julho, o aumento nas despesas com juros ocorreu devido ao número de dias úteis no mês, à inflação, ao crescimento da dívida e às despesas do BC com operações de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro.
Nessa operação, o BC oferece a variação do dólar em troca de oscilação de taxa de juros. Como o dólar subiu, o BC teve despesa de R$ 1,722 bilhão com essas operações de swap, em julho. De janeiro a julho, as despesas ficaram em R$ 1,518 bilhão. Já de 2002, quando o BC começou a fazer essas operações de swap cambial, até o mês passado, houve ganhos de R$ 7,4 bilhões.
Maciel destacou que, ao longo do tempo, há oscilações entre ganhos e perdas do BC com as operações de swap cambial. "Essa conta pende para um lado ou pro lado. Agora houve uma despesa", disse. Ele ressaltou também que o objetivo do BC ao fazer esses leilões é oferecer proteção contra risco cambial ao mercado.

Edição: Denise Griesinger

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Superávit primário de julho alcança R$ 2,3 bilhões, mas não cobre gastos com juros

Economia



Superávit primário de julho alcança R$ 2,3 bilhões, mas não cobre gastos com juros
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/superavit-primario-de-julho-alcanca-r-23-bilhoes-mas-nao-cobre-gastos-com-juros
Aug 30th 2013, 14:22

Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e as empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 2,3 bilhões, em julho, informou hoje (30) o Banco Central (BC). Nos sete meses do ano, o superávit primário chegou a R$ 54,4 bilhões, menor que o resultado de igual período do ano passado (R$ 71,4 bilhões).
Em 12 meses encerrados em julho, o superávit primário alcançou R$ 88,2 bilhões, o que representa 1,91% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Houve redução de 0,09 ponto percentual em relação a junho.
Mas o esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 23,4 bilhões, em julho, e a R$ 141,5 bilhões, nos sete meses do ano. Em 12 meses encerrados em julho, os gastos com juros chegaram a R$ 226,9 bilhões, resultado que correspondeu a 4,91% do PIB, com elevação de 0,09 ponto percentual na comparação com o acumulado em junho.
Com esses resultados, foi registrado déficit nominal, formado pelo resultado primário e as despesas com juros, de R$ 21,1 bilhões, no mês passado, R$ 87 bilhões, de janeiro a julho, e R$ 138,7 bilhões em 12 meses (3% do PIB).
O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública. O esforço fiscal permite a redução, no médio e no longo prazos, do endividamento do governo. Desde o fim dos anos 1990, o governo segue uma meta de superávit primário. Para este ano, a meta de superávit primário é 2,3% do PIB.
No mês, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) registrou superávit de R$ 3,8 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário R$14 milhões. Os governos estaduais e municipais apresentaram déficit de R$ 1,5 bilhão.
O BC informou ainda que a dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,573 trilhão em julho. Esse resultado correspondeu a 34,1% do PIB, com redução de 0,4 ponto percentual em relação a junho.
Outro indicador divulgado pelo BC é a dívida bruta do governo geral (governos federal, estaduais e municipais), muito utilizado para fazer comparações com outros países. No caso da dívida bruta, em que não são considerados os ativos em moeda estrangeira, mas apenas os passivos, a relação com o PIB é maior. Em julho, ficou em R$ 2,744 trilhões, o que corresponde a 59,4% do PIB, com elevação de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Edição: Davi Oliveira
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Economia brasileira cresce mais que norte-americana

Economia



Economia brasileira cresce mais que norte-americana
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/economia-brasileira-cresce-mais-que-norte-americana
Aug 30th 2013, 14:23


Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior. A taxa é superior à observada em países como os Estados Unidos (0,6%), Reino Unido (0,6%), Alemanha (0,7%) e França (0,5%).
O crescimento brasileiro também foi superior ao de Portugal (1,1%), da Coreia do Sul (1,1%), do Japão (0,6%) e da União Europeia (0,3%). Países como a Espanha (-0,1%), Itália (-0,2%), Holanda (-0,2%) e México (-0,7%) tiveram queda no PIB no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior.
Já na comparação com os países que formam o Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o crescimento brasileiro de 3,3% do segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado foi maior do que o observado na África do Sul (1,2%) e na Rússia (2%). A China teve crescimento de 7,5% e a Índia, de 4,4%.
Edição: Denise Griesinger

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Investimentos e exportações foram principais responsáveis pela demanda no segundo trimestre

Economia



Investimentos e exportações foram principais responsáveis pela demanda no segundo trimestre
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Aug 30th 2013, 14:36

Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A formação bruta de capital fixo, que representa os investimentos feitos no país, foi um dos principais fatores que impulsionaram a demanda brasileira no segundo trimestre de 2013, com um crescimento de 3,6% na comparação com o trimestre anterior. O dado foi divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os investimentos vêm aumentando desde o último trimestre do ano passado (1,5%). No primeiro trimestre do ano, o crescimento foi 4,7%. Segundo a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a alta dos investimentos está relacionada com o aumento da produção da construção civil, que teve alta de 3,8%, e da indústria da transformação (1,7%).
Na indústria da transformação os setores que mais se destacaram são relacionados aos bens de capital. "Vários setores fabricantes de bens de capital cresceram bastante nesse trimestre, influenciados por vários motivos, como câmbio e políticas específicas do governo. Houve alta nos setores de máquinas e equipamentos, máquinas e equipamentos elétricos, equipamentos médico-hospitalares e indústria automotiva. A produção dos quatro setores teve influência importante nos investimentos", disse Rebeca.
A taxa de investimento em percentual do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 17,9% no segundo trimestre de 2012 para 18,6% no segundo trimestre deste ano.
Outro impulsionador importante da demanda foram as exportações, com alta de 6,9% na comparação com o trimestre anterior, efeito da desvalorização do real ante o dólar e do grande escoamento de produtos agrícolas, como a soja, para o exterior. As importações, por outro lado, tiveram aumento de apenas 0,6%. "Nesse trimestre, a gente teve uma contribuição do setor externo para o crescimento do PIB", destacou Rebeca. O PIB cresceu 1,5% no período.
Tanto a formação bruta de capital fixo quanto as exportações também tiveram alta na comparação com o segundo trimestre de 2012. Os investimentos cresceram 9% e as exportações, 6,3%.
Depois de um primeiro trimestre de estabilidade, os consumos do governo e das famílias cresceram 0,5% e 0,3% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2012, o consumo das famílias cresceu 2,3%, o 39º crescimento consecutivo neste tipo de comparação.
"O consumo das famílias está crescendo mais ou menos no mesmo ritmo há dois ou três trimestres. Continua sendo influenciado positivamente pelo crescimento da massa salarial real e do crédito direcionado às pessoas físicas, embora ambos estejam desacelerando", disse. A alta da inflação e da taxa básica de juros são motivos que podem impedir um aumento mais significativo do consumo das famílias.
Edição: Marcos Chagas
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Agropecuária e construção civil são destaques da economia no segundo trimestre

Economia



Agropecuária e construção civil são destaques da economia no segundo trimestre
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/agropecuaria-e-construcao-civil-sao-destaques-da-economia-no-segundo-trimestre
Aug 30th 2013, 12:42

Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Os segmentos da agropecuária e da construção civil, com altas de 3,9% e 3,8%, respectivamente, foram os destaques da economia brasileira no segundo trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior.
Segundo a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, o bom desempenho da agropecuária é puxado pelo aumento da produção de soja, milho, feijão e arroz. "Todos com safra relevante nesse trimestre. E todos com ganho de produtividade, isto é, com um aumento de produção maior do que a área plantada", disse.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,5% no período. Todos subsetores da economia tiveram crescimento. A indústria da transformação e o comércio tiveram alta acima da média, ambos com 1,7%.
Os demais subsetores tiveram as seguintes taxas de aumento: intermediação financeira, previdência complementar e serviços relacionados (1,1%); indústria extrativa mineral (1%); transporte, armazenagem e correio (1%); serviços de informação (0,9%) ; produção e distribuição de eletricidade, gás e água (0,8%); outros serviços (0,7%); atividade imobiliária e aluguel (0,7%); e administração, saúde e educação públicas (0,1%).
Na comparação com o segundo trimestre de 2012, a agropecuária também foi o principal destaque, com alta de 13%. Também cresceram acima da taxa de 3,3% do PIB, os setores da indústria da transformação (4,6%); construção civil (4%); e comércio (3,5%).
Edição: Marcos Chagas
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Economia brasileira cresce 1,5% no segundo trimestre, aponta IBGE

Economia



Economia brasileira cresce 1,5% no segundo trimestre, aponta IBGE
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-30/economia-brasileira-cresce-15-no-segundo-trimestre-aponta-ibge
Aug 30th 2013, 12:00

Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, totalizou R$ 1,2 bilhão no período de abril a junho, segundo dados divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No primeiro trimestre, o PIB havia crescido 0,6% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o segundo trimestre de 2012, o PIB teve crescimento de 3,3%. A economia também cresceu 2,6% no acumulado do ano e 1,9% no acumulado de 12 meses.


Edição: Denise Griesinger

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Mantega diz que não há fuga de dólares e o país continua atraindo investimentos estrangeiros

Economia



Mantega diz que não há fuga de dólares e o país continua atraindo investimentos estrangeiros
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Aug 30th 2013, 02:26

Daniel Mello

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje (29) que não há fuga de dólares no Brasil e o país continua atraindo investimentos estrangeiros. "Temos mercado consumidor e um mercado financeiro que continuam atraindo investidores do mundo todo. É por isso que não há fuga de dólares no Brasil, enquanto outros países emergentes já perderam US$ 150 bilhões de reserva nesse último período", disse ao participar de premiação a empresários promovida pela revista IstoÉ Dinheiro. "De janeiro a junho nós já recebemos US$ 59 bilhões em investimentos estrangeiros, tanto na produção como em ativos financeiros", completou.
Segundo o ministro, há uma turbulência internacional causada pelo Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos. "O Fed exagerou na dose dos estímulos financeiros e agora está em via de desativá-los. É preciso muito cuidado nesse processo de desativação para não prejudicar os outros países", declarou. Mantega garantiu que o país está preparado para enfrentar os problemas. "Mais uma vez o Brasil está bem preparado para a turbulência", ressaltou.
De acordo com o ministro da Fazenda, os efeitos da instabilidade econômica estão sendo mitigados pelas ações do governo. "O Banco Central e o Tesouro [Nacional] têm agido com eficiência para dar liquidez aos mercados e manter a normalidade da economia", declarou.
Apesar das incertezas, Mantega avaliou que existem sinais de que a economia mundial está retomando o ritmo de crescimento. "Os países avançados começam a dar sinais de recuperação. Os Estados Unidos, com maior vigor, e os países europeus mais moderadamente, ainda engatinhando, mas na mesma direção".

Edição: Aécio Amado
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Alta do dólar melhora competitividade do Brasil, avalia secretário do Tesouro

29 de agosto de 2013

Economia



Alta do dólar melhora competitividade do Brasil, avalia secretário do Tesouro
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-29/alta-do-dolar-melhora-competitividade-do-brasil-avalia-secretario-do-tesouro
Aug 29th 2013, 23:05

Wellton Máximo

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Embora provoque aumentos de preços e instabilidade no mercado financeiro no curto prazo, a alta do dólar traz benefícios para a economia brasileira no médio e no longo prazo, disse hoje (29) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Para ele, a disparada do câmbio melhora a competitividade do país ao tornar os produtos brasileiros mais baratos no exterior.
"O efeito da alta do dólar se reflete em vários itens no Brasil. Embora traga impacto negativo no curto prazo, com possível impacto nos preços e volatilidade na área financeira, existem consequências positivas. A principal é criar condições de competitividade na economia", declarou o secretário.
Na avaliação de Augustin, o principal fator de turbulência na economia brasileira atualmente não é a desvalorização do real em si, mas a rapidez com que esse processo está ocorrendo, o que traz forte sobe e desce no câmbio e reduz a capacidade de previsão sobre a economia. "O efeito negativo é a volatilidade, que o governo tem procurado combater. Trabalhamos para conter o câmbio tanto quando o real tinha valorização excessiva [quando o dólar caía fortemente] como quando estamos trabalhando agora", disse.
O secretário ressaltou que a volatilidade só acabará quando o mercado financeiro norte-americano se estabilizar. Esse processo, acrescentou, não depende do Brasil, mas de fatores externos. Isso porque os investidores internacionais estão retirando recursos dos países emergentes e levando-os para os Estados Unidos com a perspectiva de que os juros norte-americanos subirão com a recuperação da maior economia do planeta.
"Gostaria que o mercado americano tivesse se estabilizado, mas isso ainda não ocorreu. Leva tempo para que as expectativas [dos investidores internacionais] sejam coordenadas e que todo o mercado tenha referência [sobre o comportamento da economia global]. Toda vez que há um solavanco lá, sempre há solavanco em todo o mundo, mas continuo com esperança de que isso se resolva logo", declarou.
Por causa da instabilidade no mercado financeiro, o Tesouro promoveu diversos leilões de recompra de títulos públicos nas últimas semanas. O secretário reafirmou que o governo agirá toda vez que considerar necessário fornecer um referencial para os investidores, recomprando a preço de mercado os títulos de quem acha que vai perder dinheiro e deseja sair do mercado.
"Vamos voltar a fazer leilões de recompra e fornecer uma porta de saída para quem deseja sair do mercado [de títulos públicos], desde que o investidor queira vender os papéis ao Tesouro a valores de mercado", reiterou Augustin. Ele destacou que os últimos leilões de recompra foram bem-sucedidos.
"O Tesouro vendeu mais títulos do que comprou no mesmo dia, o que mostra a confiança dos investidores na economia brasileira. Embora não seja esse o objetivo, até tivemos lucro porque compramos papéis com juros altos e colocamos títulos no mercado com juros mais baixos", explicou.

Edição: Aécio Amado
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Banco Central faz dois leilões amanhã para venda de até US$ 1 bilhão

Economia



Banco Central faz dois leilões amanhã para venda de até US$ 1 bilhão
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-29/banco-central-faz-dois-leiloes-amanha-para-venda-de-ate-us-1-bilhao
Aug 29th 2013, 22:28

Stênio Ribeiro

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Banco Central (BC) fará dois leilões amanhã (30) para venda de até US$ 1 bilhão no mercado interbancário de câmbio. Serão leilões compromissados com recompra futura pela autoridade monetária.
Os leilões, a cargo do Departamento de Operações das Reservas Internacionais, serão às 11h15 e às 11h30, e deles poderão participar, exclusivamente, instituições credenciadas pelo BC para operar câmbio, conhecidas como dealers.
As operações de venda serão liquidadas na próxima segunda-feira (2), e as liquidações de compra pelo BC ocorrerão em 2 de janeiro e em 2 de abril do ano que vem. A taxa de câmbio para acolhimento das propostas será a registrada pelo BC no boletim das 11h de amanhã.
Edição: Nádia Franco
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Dividendos de R$ 5,4 bilhões reforçarão superávit primário em agosto, diz secretário do Tesouro Nacional

Economia



Dividendos de R$ 5,4 bilhões reforçarão superávit primário em agosto, diz secretário do Tesouro Nacional
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Aug 29th 2013, 22:22

Mariana Branco

Repórter da Agência Brasil*
Brasília – O resultado do superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) do mês de agosto será equilibrado por dividendos no valor de R$ 5,4 bilhões, informou hoje (29) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Agustin. De acordo com Agustin, os dividendos ajudarão a contrabalançar o fato de agosto ser um mês de receitas mais baixas e despesas mais altas em função de pagamentos feitos pela Previdência Social.
Segundo o secretário do Tesouro, do montante total, R$ 2,554 bilhões virão de bancos públicos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pagará R$ 1,724 bilhão e a Caixa Econômica Federal, US$ 1,280 bilhão. O restante será pago por empresas com ações em bolsa. Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas repassam aos seus acionistas.
De acordo com números do Tesouro, de janeiro a julho deste ano, o governo recebeu R$ 7,763 bilhões em dividendos. No final do mês passado, reduziu a estimativa de participação nos lucros que receberia em 2013 de R$ 24 bilhões para R$ 22 bilhões. Em 2012, o governo recebeu um total de R$ 29 bilhões em dividendos.
*Colaborou Wellton Máximo
Edição: Fábio Massalli
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Novo salário mínimo não prejudicará a criação de empregos, diz ministro do Trabalho

Economia



Novo salário mínimo não prejudicará a criação de empregos, diz ministro do Trabalho
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-29/novo-salario-minimo-nao-prejudicara-criacao-de-empregos-diz-ministro-do-trabalho
Aug 29th 2013, 21:32

Bruno Bocchini

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, disse hoje (29) que o aumento do salário mínimo não prejudicará a geração de empregos e o esforço fiscal do governo previsto para 2014. O novo mínimo, previsto no Orçamento (R$ 722,90), deverá entrar em vigor em 1º de janeiro de 2014.
"Não vai impactar [o esforço fiscal]. O governo tem o controle das contas, tem superávit para administrar, também, a questão do dólar. O governo tem o controle de todos os setores para que não incorrermos em qualquer perigo de insucesso", disse em entrevista antes de evento no Centro de Integração Empresa-Escola, na capital paulista.
A meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) no próximo ano poderá ficar acima de 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), estipulados na proposta de Orçamento Geral da União de 2014. Segundo o Ministério da Fazenda, o percentual anunciado pelo governo representa o limite mínimo de esforço fiscal. O projeto enviado hoje ao Congresso Nacional estabelece esforço fiscal de R$ 109,4 bilhões (2,1% do PIB), menor que a meta de R$ 111 bilhões (2,3% do PIB) definida para este ano.
De acordo com o ministro do Trabalho, o novo salário mínimo não afetará negativamente a geração de empregos, porque o país está recebendo grandes investimentos. "Não vai ter [impacto na geração de empregos] porque os investimentos que o Brasil está tendo são enormes. Cada dia mais nós temos os estádios para a Copa, agora estamos fazendo os aeroportos, fazendo a obras de mobilidade urbana. Estamos leiloando os portos, temos várias construções da Petrobras. Há uma circulação muito grande de investimentos e esse investimento exige mão de obra", disse Dias.
O novo valor do salário mínimo deverá ser R$ 722,90. A proposta de Orçamento, apresentada hoje, deve ser votada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado até o fim do ano. O reajuste passa a valer em 1º de janeiro de 2014. O valor atual do mínimo é R$ 678.

Edição: Beto Coura

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Leilão de energia gera economia de R$ 2,4 bilhões para consumidores

Economia



Leilão de energia gera economia de R$ 2,4 bilhões para consumidores
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Aug 29th 2013, 21:43

Flávia Albuquerque

Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Em cerca de quatro horas foi finalizado o Leilão de Energia A-5, feito pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), hoje (29), na capital paulista. O resultado final teve um deságio médio de 10,74%, o que gerou uma economia de R$ 2,4 bilhões para os consumidores. A energia elétrica contratada no leilão será proveniente de novos empreendimentos de geração de fontes hidrelétrica e termelétrica, com início de suprimento em 1º de janeiro de 2018.
Foram contratadas usinas que somam 1.265,4 MW (megawatt) em potência instalada. Dos 36 projetos habilitados, 19 usinas venceram o leilão. O preço inicial do leilão foi R$ 140/MWh (megawatt-hora) e o preço médio de venda R$ 124,97/MWh. Ao todo, os contratos fechados movimentarão R$ 20,6 bilhões e 165,2 terawatt-hora (TWh) em eletricidade.
O leilão foi feito em duas fases, sendo que na primeira foi disputada a concessão da Usina Hidrelétrica Sinop por um prazo de 30 anos. A usina representa 400 MW de potência a ser agregada ao sistema e vendeu energia a R$ 109,40 por MWh. O valor significa um deságio de 7,28% em relação ao preço-teto de R$ 118,00 MWh estabelecido para o empreendimento. A concessão foi arrematada pelo consórcio formado pelas empresas Alupar, Chesf e Eletronorte, responsável pela construção e operação de Sinop (MT).
Na segunda fase, as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), termelétricas a biomassa e termelétricas a carvão aptas a participar do certame, concorreram simultaneamente com produtos por quantidade (PCHs) e disponibilidade (térmicas), para selar contratos de comercialização de energia com duração de 30 e 25 anos, respectivamente.
Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a primeira etapa do leilão foi um sucesso. Ele destacou cinco fatores para o sucesso da etapa. "O primeiro é que no leilão contratamos só energia renovável. O segundo é que conseguimos resgatar duas fontes que estavam perdendo competitividade, que são as PCHs e o bagaço da cana".
Segundo Tolmasquim, havia uma cadeia industrial para produtos de PCHs que se ressentia pelo fato de não haver novas usinas, além de reivindicações constantes das entidades industriais para o retorno desse tipo de empreendimento. "Outro pleito era por parte do pessoal do etanol, que com a exploração do bagaço da cana ganha uma nova receita para o setor".
Tolmasquim disse ainda que o leilão ainda fez surgir uma nova fonte de energia que tem muito futuro: a usina a cavaco de madeira. "As duas maiores biomassas contratadas são usinas de madeira, que tem um papel muito interessante para o setor, porque podem ser despachadas o ano todo, já que não têm safra. A madeira tem o ano todo. Quando a hidrologia está boa pode estocar madeira ou usar para outras coisas".
O presidente da EPE ressaltou ainda o retorno da hidrelétrica com reservatório, representada por Sinop. "Não é um reservatório grande, mas tem um reservatório de acumulação. Ajuda a regularizar outras usinas. É fundamental para isso". Para Tolmasquim, os preços negociados foram bastante razoáveis com um bom deságio. "O preço foi interessante, dado o perfil das fontes que entraram no leilão", disse.
Tolmasquim informou que a segunda etapa do leilão A-5 será feita em dezembro para a concessão de seis hidrelétricas, que totalizam 1.206 MWh. "Não quer dizer que todas conseguirão a licença, que todas participarão, mas são hídricas que consideramos com potencial de preço. Muito provavelmente também teremos o produto eólico participando desse segundo leilão". Tolmasquim disse também que o total de energia contratado para 2018 só será conhecido depois da segunda etapa do leilão A-5.
Edição: Fábio Massalli
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Eventual reajuste de combustível não será motivado pelo câmbio, diz Mantega

Economia



Eventual reajuste de combustível não será motivado pelo câmbio, diz Mantega
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Aug 29th 2013, 19:22

Wellton Máximo

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Um eventual reajuste dos combustíveis não será motivado pela forte alta do dólar nos últimos meses, disse hoje (29) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele evitou confirmar se a gasolina e o diesel nas refinarias vão subir de preço antes do fim do ano, mas disse que a cotação da moeda norte-americana não provocará o aumento.
"Existe um critério que a Petrobras segue. Os reajustes não se dão imediatamente depois que muda o preço do combustível internacional. A empresa segue uma política normal de reajustes periódicos adequados", disse o ministro.
Apesar de confirmar que os reajustes são periódicos, o ministro não estipulou data para um novo aumento. "Não estou anunciando que vai ter ou não ter [o reajuste dos combustíveis]. Todo ano tem reajustes, até mais de uma vez por ano, mas até agora nada está definido. O que quis dizer é que um eventual aumento não terá nada a ver com a flutuação muito brusca do câmbio", explicou.
Neste ano, os combustíveis que saem às refinarias sofreram dois reajustes. Em janeiro, a gasolina aumentou 6,6%; e o diesel, 4,4%.Em março, a Petrobras elevou o preço do diesel em mais 5%. Nas bombas, o preço é livre.
Apesar das alegações do ministro de que existe uma defasagem nos reajustes dos combustíveis, a alta do dólar pressiona as contas da Petrobras, que precisa importar gasolina e óleo diesel para cobrir a demanda doméstica e compensar a falta de refinarias no país. No início do mês, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou que a estatal pediu ao governo um aumento de até 15% nos preços dos combustíveis.
Edição: Fábio Massalli
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Caixa deixará de financiar grandes empresas

Economia



Caixa deixará de financiar grandes empresas
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Aug 29th 2013, 19:07

Wellton Máximo

Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Caixa Econômica Federal vai deixar de financiar grandes empresas, disse hoje (29) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o banco concentrará a atuação no crédito a pequenas empresas, a pessoas físicas e no financiamento habitacional.
Segundo o ministro, a manutenção dos empréstimos do banco às grandes companhias exigiria que o Tesouro Nacional reforçasse o capital da instituição financeira. Ele ressaltou que existe uma limitação de recursos que obriga o governo a definir um foco para as atividades da Caixa.
"A Caixa tem de ter um foco e precisaria de mais capital para continuar a fornecer financiamentos corporativos [crédito a grandes empresas]. É claro que os recursos são limitados e nos obriga a não capitalizar ainda mais a Caixa", declarou.
Para Mantega, as grandes empresas não precisam do crédito da Caixa, e podem obter os mesmos empréstimos em outros bancos. "O empréstimo corporativo é feito para as grandes empresas. Elas são as que menos precisam de crédito no Brasil. O que a Caixa precisa fazer é emprestar a pequenas empresas e a pessoas físicas e a financiar a habitação", justificou.
O ministro destacou que as grandes empresas podem pegar empréstimos oficiais no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo papel, como banco de fomento, consiste em estimular a produção. "A Caixa tem um foco, assim como o BNDES tem o seu, que é [financiar] a indústria, as exportações e a inovação", acrescentou.

Edição: Beto Coura

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Orçamento para 2014 prevê redução de investimentos da Petrobras

Economia



Orçamento para 2014 prevê redução de investimentos da Petrobras
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-08-29/orcamento-para-2014-preve-reducao-de-investimentos-da-petrobras
Aug 29th 2013, 19:13

Jorge Wamburg

Repórter da Agência Brasil
Brasília - Ao detalhar os gastos das estatais previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2014, entregue hoje (29) ao Congresso Nacional, a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, anunciou uma redução de R$ 800 milhões nos investimentos da Petrobras no país. Também haverá redução de R$ 4 bilhões nos investimentos em subsidiárias e projetos da estatal no exterior.
A redução dos aportes no Brasil está relacionada às obras que exigirão menos investimentos no próximo ano do que em 2013, como a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a modernização de instalações e a construção de novas unidades de exploração de petróleo.
Miriam Belchior explicou que, mesmo com esses cortes, que estabelecem os gastos da Petrobras em R$ 78 bilhões no país, contra R$ 78,8 bilhões em 2013, a companhia "continuará tendo a segunda maior carteira de investimentos entre todas as petroleiras do mundo, com um investimento gigantesco para vencer o desafio da exploração do pré-sal".
Segundo a ministra, essa nova política de gastos da estatal vai resultar em uma economia total de R$ 13 bilhões em relação ao orçamento da estatal em 2013, "mas, mesmo assim, a diferença será só de R$ 800 milhões, e os restantes R$ 12,2 milhões serão reaplicados em novos investimentos que a Petrobras está programando"
Edição: Davi Oliveira
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Superávit primário do Governo Central fica em R$ 3,7 bilhões em julho

Economia



Superávit primário do Governo Central fica em R$ 3,7 bilhões em julho
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Aug 29th 2013, 19:45

Mariana Branco

Repórter da Agência Brasil
Brasília - O esforço fiscal do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) no primeiro semestre deste ano atingiu R$ 38,1 bilhões. O resultado é 26,7% inferior ao do mesmo período do ano passado. Em julho, o superávit primário somou R$ 3,7 bilhões, resultado 7,1% inferior ao do mesmo mês do ano passado. As informações foram divulgadas hoje (29) pelo Tesouro Nacional.
A queda no superávit primário em 2013 ocorre principalmente porque as despesas continuam crescendo em ritmo maior do que o das receitas. De janeiro a julho, a receita total do Governo Central subiu 7,9%, mas os gastos aumentaram 12,8%, puxados pelas despesas de custeio (manutenção da máquina pública), que aumentaram 15% em relação aos sete primeiros meses de 2012.
Os investimentos, que englobam as obras públicas e a compra de equipamentos, permaneceram estáveis em R$ 38,8 bilhões no acumulado de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento acumulado desse tipo de gasto somava 8,8% até abril, 2,3% até maio e 1% até junho.
Os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aumentaram 6,8% nos sete primeiros meses do ano com relação ao mesmo período do ano passado, somando R$ 26,4 bilhões. Até maio, o crescimento acumulado somava 15,7%, e, até junho, 7%. Houve, portanto, uma desaceleração nos desembolsos.
O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública. O esforço fiscal permite a redução, no médio e no longo prazos, do endividamento do governo. Desde o fim dos anos 1990, o governo segue uma meta de superávit primário.
*Colaborou Wellton Máximo
Edição: Juliana Andrade
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Rússia atesta qualidade e passa a comprar carne do Pará

Economia



Rússia atesta qualidade e passa a comprar carne do Pará
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Aug 29th 2013, 18:44

Mariana Branco

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Autoridades sanitárias russas habilitaram dois frigoríficos do Pará a exportarem carne bovina para o país. A medida vale para Belarus e Cazaquistão, dois países de uma união aduaneira com a Rússia. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o governo russo comunicou a decisão ao Brasil nessa quarta-feira (28). Os embarques do produto podem ter início a qualquer momento.
Em setembro, representantes dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores viajarão para Moscou, capital russa, para participar do evento 22ª World Food Moscow, uma exposição internacional de alimentos e bebidas. Segundo o Ministério da Agricultura, a participação brasileira terá foco em carnes e frutas e contará com a presença de oito frigoríficos.


Edição: Beto Coura

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