Crise política não vai alterar dinâmica econômica entre Brasil e EUA, diz especialista

29 de setembro de 2013

Economia



Crise política não vai alterar dinâmica econômica entre Brasil e EUA, diz especialista
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-09-29/crise-politica-nao-vai-alterar-dinamica-economica-entre-brasil-e-eua-diz-especialista
Sep 29th 2013, 15:49

Mariana Branco

Repórter da Agência
Brasília – A crise política entre o Brasil e os Estados Unidos, que culminou na decisão da presidenta Dilma Rousseff de desmarcar a visita de Estado que faria àquele país em outubro, não trará alteração significativa à dinâmica econômica entre os países, conforme avaliação do professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Jorge. Segundo ele, Brasília e Washington têm uma relação tensa, mas consolidada no aspecto comercial. "Temos tensão comercial permanente com os EUA, assim como temos com a Argentina", diz.
O especialista também não acredita em sanções aos norte-americanos em concorrências, como no leilão do Campo de Libra, o primeiro do pré-sal, marcado para 21 de outubro. "O nosso interesse é que haja a maior competição possível. Nessa questão do petróleo, em que o afã nacionalista fala mais alto, as empresas mais competitivas são as americanas. Temos que pensar que esse é um mundo em que empresas estão tentando invadir o site de governos e de outras empresas permanentemente. Elas [empresas norte-americanas] não precisariam recorrer ao governo [dos EUA] para isso [espionagem com fins econômicos]", avalia, referindo-se à suspeita de que a NSA (Agência Nacional de Segurança, na sigla em inglês) teria espionado dados da estatal brasileira Petrobras com o objetivo de obter vantagem econômica para empresas americanas.
O especialista acredita ainda que o tema de um possível acordo comercial com os norte-americanos já dispunha de pouco espaço para avançar antes de o escândalo da espionagem vir à tona. Antônio Jorge destaca que, apesar de terem uma economia mais aberta do que a brasileira, os EUA não abrem mão de barreiras para produtos específicos como o etanol e o suco de laranja, cercados por um forte lobby interno. Além disso, em função do custo Brasil, a indústria local teria dificuldade em concorrer com produtos norte-americanos como os da linha branca em termos de preço.
"Parte do setor privado [brasileiro] não quer um acordo de livre comércio, porque estabelece concorrências desfavoráveis. Ao mesmo tempo, eles brigam para que o governo brasileiro abra novos mercados e os Estados Unidos são um deles. Foi uma opção brasileira deixar que a Alca [Área de Livre Comércio das Américas] não fosse adiante. Nos termos em que estava colocada, ela não interessava. Foi melhor abrir mercados no plano multilateral, por meio da atuação na OMC [Organização Mundial do Comércio]", comenta o professor.
Em oposição à opinião do especialista, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, acredita que a crise política trará, sim, impactos econômicos. "Pensando como empresário, daria todo o apoio para que houvesse um acordo [comercial]. Não seria completamente amplo, mas um ponto de partida. É um mercado fundamental. O setor privado organiza missões, mas nunca houve missão comercial governamental aos EUA."
Segundo Castro, a visita da presidenta Dilma não era específica para acordos comerciais, mas poderia gerar uma semente e, agora, não há o mesmo clima. "Nesse primeiro momento, houve uma decisão ideológica. Estava havendo aproximação e passou a haver distanciamento. Pode ser que volte-se a pensar ideologicamente."
A Agência Brasil entrou em contato com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A CNI, que há duas semanas enviou uma missão comercial a Washington e contava com a manutenção da visita da presidenta Dilma Rousseff, informou por meio de sua assessoria de imprensa que não se pronunciará sobre o adiamento. O pedido de entrevista à Fiesp não foi respondido até o fechamento desta matéria.
Edição: Andréa Quintiere
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CMN decide amanhã se mantém taxa de financiamentos para setor produtivo no menor nível da história

Economia



CMN decide amanhã se mantém taxa de financiamentos para setor produtivo no menor nível da história
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Sep 29th 2013, 13:10

Da Agência Brasil
Brasília – O Conselho Monetário Nacional (CMN) decide amanhã (30) se mantém a taxa de juros de longo prazo (TJLP) no menor nível da história. Usado nos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o índice está em 5% ao ano desde dezembro do ano passado.
Originalmente, a decisão deveria ter sido tomada na última quinta-feira (26). No entanto, a reunião mensal do CMN foi adiada, sem explicação, para esta segunda-feira.
A cada três meses, o CMN fixa o nível da taxa para o trimestre seguinte. O conselho é composto pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
Desde junho de 2009, a TJLP estava em 6% ao ano. A taxa foi reduzida para 5,5% em junho do ano passado e caiu novamente para 5% em dezembro, como medida de estímulo à economia e para refletir a queda dos juros no setor financeiro. Criada em 1994, a taxa é definida como o custo básico dos financiamentos concedidos ao setor produtivo pelo BNDES.
De acordo com o Ministério da Fazenda, o valor da TJLP leva em conta dois fatores: a meta de inflação, atualmente em 4,5% (com margem de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo) e o risco Brasil, indicador que mede a diferença entre os juros dos títulos brasileiros no exterior e os papéis do Tesouro norte-americano, considerados o investimento mais seguro do mundo.
Edição: Juliana Andrade
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