Falta de infraestrutura vai prejudicar os clientes de comércio eletrônico no primeiro semestre de 2014

28 de novembro de 2013

Economia



Falta de infraestrutura vai prejudicar os clientes de comércio eletrônico no primeiro semestre de 2014
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-28/falta-de-infraestrutura-vai-prejudicar-os-clientes-de-comercio-eletronico-no-primeiro-semestre-de-201
Nov 28th 2013, 22:41

Cristina Indio do Brasil

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A proximidade do Reveillon, do carnaval e da Copa do Mundo vai movimentar o comércio eletrônico, que deve enfrentar dificuldade para atender à demanda crescente no Brasil, porque a infraestrutura do país não atende às necessidades. A previsão é do diretor-geral do 3º Seminário Nacional de Comércio Eletrônico, Meios de Pagamento e Negócios na Web (Ecom 2013), Marcelo Castro. A expectativa, segundo ele, é atingir R$ 30 bilhões até 31 de dezembro, cerca de 28% a mais em relação a dezembro do ano passado.
"O primeiro semestre do ano vai ser muito tumultuado. Acho que a gente vai ter um pico de problemas na cadeia lojista. Não tenho dúvida de que quem estiver comprando no e-commerce [comércio eletrônico] vai sofrer um pouquinho, porque o mercado continua crescendo, mas a estrutura de entrega está limitada", disse.
Além dos problemas de logística, das condições das estradas e da segurança, Marcelo Castro destacou que os comerciantes no Brasil estão enfrentando a concorrência de sites estrangeiros que se instalam no Brasil ou oferecem serviços aos clientes do país. "Europeus e americanos estão vendo um jeito de fugir da crise lá vendendo no e-commerce deles aqui. A expectativa é os estrangeiros comprarem R$1,5 bilhão aqui no Brasil, mas a previsão é que brasileiros comprem R$ 2,6 bilhões em sites estrangeiros. A gente tem que estar preparado para não deixar este mercado vazar para o mercado internacional", alertou.
Marcelo Castro participou hoje (28), no Rio de Janeiro, da última etapa do Ecom 2013, seminário de e-commerce com foco na Copa do Mundo de 2014 criado para inclusão digital comercial. Antes do Rio, o evento passou pelas outras 11 cidades-sedes da Copa e ainda por Florianópolis e Belém. "As 14 capitais, que são as doze da Copa mais Florianópolis e Belém, representam 90,2% do PIB (Produto Interno Bruto), então dá uma boa cobertura econômica também", esclareceu.
Segundo o diretor, as empresas procuram se equipar melhor para atender aos clientes que, cada vez mais preferem fazer compras pela internet. Castro disse que, desde a primeira edição, o Ecom aumentou o número de participantes. Em 2011 foram 6 mil e este ano atingiu 11 mil. Além disso, o público se tornou mais qualificado.



Segundo o diretor, pesquisas do Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil) e a Câmara Nacional de Diretores Lojistas (CNDL), apontaram que, em média, 70 % de varejistas, lojistas e comerciantes brasileiros não tinham endereço na web. "Na nova dinâmica da sociedade que a gente vive, onde o e-commerce cresce numa faixa de 30% ao ano, isso mostra que muitos comerciantes e lojistas estão fora desta onda, desse momento de oportunidade. Foi pensando nisso que o projeto Ecom fez em 2011 a sua primeira road show", disse.

Edição: Fábio Massalli
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Contrato para construção do satélite brasileiro é assinado entre Telebras e Visiona

Economia



Contrato para construção do satélite brasileiro é assinado entre Telebras e Visiona
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Nov 28th 2013, 20:34

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Telebras e a Visiona Tecnologia Espacial assinaram hoje (28) o contrato para executar o projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O acordo, no valor de R$ 1,3 bilhão, prevê a entrega do sistema no final de 2016. A Visiona é uma joint-venture da Embraer e da Telebras.
A Visiona, que teve sua criação aprovada pelo Cade em 31 de outubro de 2012, tem 51% de seu capital contrado pela Embraer e 49% pela Telebras. A empresa tem o objetivo inicial de atuar na integração do sistema do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro, que visa a atender às necessidades de comunicação por satelite do governo federal, incluindo o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).
Segundo o governo, a aquisição de um satélite próprio para as comunicações civis e militares brasileiras é uma decisão estratégica para garantir a soberania nacional. Atualmente, os satélites que prestam serviço no Brasil são controlados por estações que estão fora do país ou tem o controle de empresas de capital estrangeiro. "Em qualquer dos casos há riscos de acontecer interrupções dos serviços em uma situação de conflito internacional ou decorrente de outros interesses políticos ou econômicos", explica nota divulgada pelo Ministério das Comunicações.
A construção do satélite brasileiro também é considerada estratégica para assegurar o fornecimento de internet banda larga aos municípios distantes e isolados, onde não chega a rede terrestre de fibra ótica. Atualmente, existem mais de 2 mil municípios brasileiros com condições de difícil acesso para a chegada de uma rede de fibra ótica terrestre.

Edição: Fábio Massalli
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Desoneração fiscal do governo federal levou preço da energia elétrica a cair 20%, diz Firjan

Economia



Desoneração fiscal do governo federal levou preço da energia elétrica a cair 20%, diz Firjan
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Nov 28th 2013, 20:45


Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Estudo divulgado hoje (28) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) constatou que a desoneração fiscal promovida pelo governo federal sobre os custos da energia elétrica fornecida para a indústria, aliada ao processo de renovação das concessões do setor, provocou uma queda efetiva de 20% no custo da energia elétrica no Brasil.
A entidade ressaltou, porém, que os reajustes feitas pelas distribuidoras e a elevação do preço da energia decorrente do acionamento das usinas térmicas – a maioria gerada a partir do gás natural - absorveram mais da metade da redução.
Segundo as informações da Firjan, o custo médio da energia para a indústria no país chegou a cair 20,8% entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, passando de R$ 332,23 por megawatts-hora (MWh) para R$ 263 o MWh - valor exercido em janeiro deste ano.
O estudo indica que, das 63 distribuidoras analisadas, 36 tiveram aumento do custo da energia entre 5% e 15%, considerando os reajustes já feitos em 2013. Em seis distribuidoras, a variação foi maior de 20%, o que significa que os reajustes absorveram quase toda a redução conquistada em janeiro, após o anúncio do pacote de energia do governo.
O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, admite que o país avançou, mas defendeu a necessidade de que a redução do custo da energia continue em debate, principalmente no âmbito dos estados.
"O peso dos impostos, em especial do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], encarece muito a energia e a produção da indústria, dilapidando sua competitividade. O governo federal foi corajoso, demonstrou que é possível reduzir o custo deste insumo. Agora é a vez de os estados avançarem nesta questão", disse.

Edição: Aécio Amado
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Depois de dez anos, Rio volta a sediar Feira do Empreendedor

Economia



Depois de dez anos, Rio volta a sediar Feira do Empreendedor
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Nov 28th 2013, 19:56

Da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A Feira do Empreendedor, promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e considerada a maior do mundo nesse segmento, começou na tarde de hoje (28), no Centro de Convenções SulAmerica, no centro da capital fluminense. Com a expectativa de receber 30 mil visitantes, o evento bienal oferece a microempreendedores, proprietários de micro ou pequenas empresas e potenciais empresários consultorias, oficinas, palestras e informações sobre como administrar o seu negócio.
De acordo com o diretor do Sebrae no Rio de Janeiro Armando Clemente, o momento pelo qual passa a capital fluminense contribuiu para que a feira voltasse a ser realizada na cidade, após um período de dez anos.
"Resolvemos fazê-la este ano, pela situação de mudança por que a cidade passou. Estamos em um Rio pacificado, onde fervilham oportunidades de negócios para classe C, que é o público-alvo desse evento. O que viemos oferecer a esses microempresários são novas oportunidades de negócio, além de um conjunto de atividades ao logo destes quatro dias que possam contribuir para a gestão de suas empresas", explicou.
Clemente acrescentou que a Feira do Empreendedor deve continuar a ocorrer na cidade, daqui a dois anos. "Nosso objetivo é prosseguir com a feira no Rio. Inclusive, a partir da próxima quarta-feira (4), já iremos traçar planos para a edição de 2015."
Entre os 100 estandes distribuídos pelos 12 mil metros quadrados, os visitantes podem conhecer espaços conceitos, como uma loja e um hotel, montados com iluminação adequada, disposição correta de peças e itens necessários para o negócio, com o objetivo de atrair os empreendedores.
Cristiene Alves, de 55 anos, empreendedora em potencial residente em Campo Grande, na zona oeste do Rio, conferiu a loja conceito a fim de buscar ideias para o seu futuro negócio. "Vim conhecer a feira de modo geral e fazer alguns treinamentos. Pretendo abrir a minha própria loja, por isso fiz um seminário de vitrines, que me ensinou como deve ser feita a exposição da loja e como montar e organizar o ambiente. Gostei muito", disse.
Venda de máquinas e equipamentos, consultoria sobre franquias e opções de serviços e comércio também são oportunidades disponíveis nos estandes. Palestras sobre legalização, formação de preços, controle financeiro e marketing também são anunciadas no local. Além disso, uma Central de Resolução de Conflitos foi montada no evento para que empresários passam resolver questões com clientes, fornecedores, funcionários e sócios sem recorrer à Justiça. Os empreendedores também recebem dicas sobre como inserir seu negócio no mundo digital.
Com foco na sustentabilidade, a Feira do Empreendedor faz durante todo o evento a coleta seletiva de materiais recicláveis. A entrada é gratuita, mas para ter acesso ao espaço é preciso fazer inscrição pelo site www.feiradoempreendedor-rj.com.br.

Edição: Juliana Andrade
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Produtor rural que paga dívida em dia tem taxa de juros reduzida para 3,5% ao ano

Economia



Produtor rural que paga dívida em dia tem taxa de juros reduzida para 3,5% ao ano
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Nov 28th 2013, 18:31


Stênio Ribeiro

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O produtor rural de qualquer porte, com dívida de custeio ou investimento no valor original até R$ 200 mil, contratada antes de 30 de dezembro de 2006, que está com o pagamento em dia, tem até o fim de 2014 para liquidar a dívida, com substancial redução da taxa de juros, de acordo com o coordenador de Fundos Constitucionais de Financiamento do Ministério da Integração Nacional, Carlos Rosa.
Ele disse que as operações foram contratadas à época com taxas de juros até 10% ao ano, mas o custo agora diminuiu para 3,5% ao ano, nos termos da Resolução 4.285, do Banco Central, assinada na última sexta-feira (22).
A medida só alcança, porém, os produtores de municípios da área de abrangência da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) - que inclui os vales de Jequitinhonha e do Mucuri, em Minas Gerais e no Espírito Santo, respectivamente -, nos quais foi decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência, em decorrência de seca ou estiagem, entre 1º de dezembro de 2011 e 30 de junho deste ano.

Edição: Aécio Amado
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Leilão de Libra e Refis da Crise ajudarão governo a alcançar meta de esforço fiscal, diz secretário

Economia



Leilão de Libra e Refis da Crise ajudarão governo a alcançar meta de esforço fiscal, diz secretário
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Nov 28th 2013, 17:48


Wellton Máximo

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O leilão do Campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, e a abertura de parcelamentos especiais de dívidas com a União impulsionarão as receitas em novembro e dezembro e farão o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) fechar o ano cumprindo a meta ajustada de economizar R$ 73 bilhões, disse hoje (28) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, os dois últimos meses de 2013 registrarão resultados históricos, de dois dígitos.
Segundo números divulgados nesta quinta-feira pelo Tesouro Nacional, o superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – soma R$ 33,433 bilhões nos dez primeiros meses do ano. Para alcançar a meta ajustada sem a necessidade de mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ou recorrer a manobras contábeis, o governo precisa economizar R$ 39,6 bilhões em novembro e dezembro.
O superávit primário de novembro será inflado pelos R$ 15 bilhões do bônus de assinatura do Campo de Libra, primeira área de exploração da camada pré-sal leiloada pelo regime de partilha. O dinheiro foi pago ontem (27) pelo consórcio vencedor do leilão, composto pela Petrobras (40%), pela anglo-holandesa Shell (20%), pela francesa Total (20%) e pelas estatais chinesas CNPC e Cnooc, cada uma com 10%.
O resultado de dezembro, ressaltou o secretário, será impulsionado pelo calendário de tributos, que prevê a concentração de pagamentos no fim de ano. Além disso, o governo estima arrecadar R$ 16 bilhões com o pagamento da primeira parcela dos três parcelamentos especiais criados pelo Congresso Nacional.
Além desses fatores, Augustin citou o pagamento de dividendos de estatais, cujas receitas estão estimadas em R$ 22 bilhões para este ano. Até outubro, as empresas controladas pela União tinham transferido R$ 14,5 bilhões ao Tesouro Nacional. Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas repassam aos acionistas. No caso das estatais, o Tesouro é o maior acionista dessas companhias.
O secretário mencionou ainda a diminuição da estimativa de despesas com o seguro-desemprego. No mês passado, o governo enrijeceu as normas de pagamento, obrigando os trabalhadores que requerem o benefício pela segunda vez em dez anos a passar por cursos de qualificação profissional.
Apesar do superávit primário baixo no acumulado do ano e da necessidade de quase R$ 40 bilhões para alcançar uma meta que foi reduzida no meio do ano, Augustin reiterou que as contas públicas estão sob controle. Segundo ele, a relação entre a dívida líquida e o Produto Interno Bruto (PIB) é o principal indicador de solvência fiscal de um país e está diminuindo ano a ano.
"A relação entre dívida e PIB está caindo todos os anos, mesmo que, em um mês ou outro, o resultado primário venha menor que o esperado. Os fundamentos da economia continuam preservados, e o país não deixará de prosseguir no processo de consolidação fiscal", disse.

Edição: Aécio Amado
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Petrobras arremata maior parte dos blocos de exploração de gás na Bacia do Paraná

Economia



Petrobras arremata maior parte dos blocos de exploração de gás na Bacia do Paraná
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Nov 28th 2013, 12:09

Vinícius Lisboa

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A Petrobras arrematou a maior parte dos blocos de exploração de gás natural em terra na Bacia do Paraná, os primeiros a terem as ofertas e vencedores anunciados na 12ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A estatal adquiriu 100% dos direitos de explorar por quatro anos os blocos PAR-T-297 e PAR-T-298 no Setor SPAR-CS e os blocos PAR-T198 e PAR-T-218 no Setor SPAR-CN.
Com 60% de participação em um consórcio com a Cowan Petróleo e Gás (40%), a estatal obteve ainda os direitos sobre mais cinco blocos do Setor SPAR-CS.
Os outros blocos da bacia arrematados no leilão foram para a consórcio que será operado pela Petra Energia (30%). O grupo, que conta também com as empresas Tucumann (10%), Copel (30%) e Bayar (30%), vai explorar, por quatro anos, quatro blocos do Setor SPAR-CS e três do SPAR-CN.
Dos 19 blocos ofertados na bacia, três não receberam ofertas nesse leilão, todos concentrados no Setor SPAR-CS. Com a Bacia do Paraná, a ANP somou um bônus de assinatura (valor pago pelas empresas que firmam os contratos) de R$ 31,758 milhões. O investimento mínimo previsto na região, que também inclui parte do estado de São Paulo, soma cerca de R$ 55 milhões no Setor SPAR-CN e de R$ 174 milhões no SPAR-CS.
As ofertas são analisadas levando em conta o programa de exploração mínimo, que tem peso de 40%, o bônus de assinatura oferecido, com peso equivalente, e os percentuais mínimos de conteúdo local empregado na exploração (5%) e no desenvolvimento e produção (15%). Com esses critérios, cada oferta recebe uma nota, e, em caso de empate, os concorrentes devem apresentar novas ofertas maiores que as anteriores.
Mais seis bacias distribuídas em 12 estados brasileiros fazem parte do leilão da 12ª Rodada de Licitações.
Do lado de fora do hotel onde ocorre a licitação, na zona oeste do Rio, petroleiros protestam contra o leilão, que prevê a exploração de gás não convencional em terra, o que consideram crime ambiental pelos riscos de contaminação fluvial e de aquíferos.
Edição: Juliana Andrade
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Licitação de áreas para exploração de gás não convencional começa hoje

Economia



Licitação de áreas para exploração de gás não convencional começa hoje
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Nov 28th 2013, 06:08

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) promove a partir de hoje (28), no Rio de Janeiro, a 12ª Rodada de Licitações, com a oferta de áreas com potencial para gás natural, contemplando tanto a exploração de recursos convencionais quanto não convencionais, o chamado shale gas, que é retirado diretamente da rocha por meio de fracionamento. Apesar de já ser utilizada em outros países, como nos Estados Unidos, a técnica vem sendo questionada por entidades ambientais brasileiras, que temem principalmente a contaminação de aquíferos.
O Instituto Socioambiental (ISA), por exemplo, defende que esse tipo de exploração só seja feito no país depois de mais estudos e pesquisas. O coordenador de Política e Direito Socioambiental do ISA, Raul do Valle, alerta para o risco de contaminação de aquíferos importantes, como o Guarani. "O Aquífero Guarani é uma reserva de água de alta qualidade, muito importante hoje e mais ainda para o futuro. Fazer uma exploração de gás indiscriminada nesse aquífero significa submetê-lo a um risco altamente provável de contaminação", diz.
Ele considera que não há informações suficientes para tomar uma decisão fundamentada sobre o assunto. "Só se justificaria fazer esse tipo de exploração em locais onde houvesse certeza de que não haverá contaminação de aquífero e onde não há disputa pela água", acrescenta.
Nesta semana, um grupo de organizações técnicas e profissionais ligadas às áreas de meio ambiente e de serviços de água e saneamento protocolaram uma carta aberta à presidenta Dilma Rousseff solicitando a retirada imediata da exploração de shale gas do edital da 12ª. Rodada. "É indispensável, preliminarmente, conhecer, avaliar e minimizar os riscos ambientais, em especial os que constituem séria ameaça à qualidade das nossas águas subterrâneas e superficiais e que podem colocar em risco o abastecimento de água de populações urbanas e rurais e a disponibilidade de água para as atividades agropecuárias", mostra o documento.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Academia Brasileira de Ciências também enviaram carta à presidenta, manifestando preocupação com a inclusão da exploração do gás não convencional na 12ª Rodada. Segundo as entidades, a tecnologia de extração de gás está embasada em processos invasivos da camada geológica, por meio da técnica de fratura hidráulica, com a injeção de água e substâncias químicas, podendo ocasionar vazamentos e contaminação de aquíferos de água doce que estão acima do local onde será feita a exploração.
Apesar de ser apontada como uma novidade, a extração de gás não convencional é considerada segura pelo governo, tanto que já começou a ser feita em outras áreas já licitadas em rodadas anteriores. O governo deverá editar um decreto para determinar que, no caso da exploração de shale gas, o licenciamento ambiental seja feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Atualmente, os licenciamentos em terra são feitos pelos estados. As operações devem ser acompanhadas "com lupa" pelo governo, especialmente no início.
Recentemente, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, disse que, apesar dos riscos ambientais na exploração de shale gas, existem empresas especializadas que fazem esse trabalho com segurança. Ele também garantiu que o processo de licenciamento vai prever formas de mitigar os impactos que a exploração poderá trazer para a população.
Uma resolução da ANP que está em consulta pública estabelece regras para a perfuração de poços seguida do emprego de fraturamento hidráulico não convencional. Entre as regras estão a necessidade de um plano detalhado de controle, tratamento e disposição de resíduos sólidos e líquidos provenientes das atividades de perfuração e fraturamento hidráulico. O operador deverá garantir que a proteção da água e do solo da região seja priorizada e garantir o fiel cumprimento de um sistema de gestão ambiental que atenda às melhores práticas da indústria do petróleo.
O fraturamento hidráulico é a técnica de estimulação de poço utilizada para maximizar a produção de óleo e gás natural em reservatórios não convencionais. No caso brasileiro, as formações propensas a conter recursos não convencionais são os folhelhos (nome dado a uma rocha sedimentar).
A principal vantagem para o Brasil na exploração de gás não convencional é aumentar a oferta de gás natural e, com isso, reduzir o preço do produto para as indústrias que se instalam aqui, melhorando a competitividade do país.
A diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, disse nesta semana que o leilão será uma "licitação piloto" no Brasil. "Esse é o desafio de começar a sedimentar a cultura do gás natural em terra no país. O desafio de atrair investidores para a exploração de gás natural em terra está posto e a iniciativa é pioneira, uma iniciativa piloto", comentou. Do total de 21 empresas habilitadas para participar da 12ª Rodada, 12 pagaram a garantia de oferta. Mas, segundo a ANP, mesmo as empresas que não depositaram a garantia poderão participar do leilão se estiverem consorciadas a outra empresa que fez o pagamento.
Edição: Graça Adjuto
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Trabalhadores brasileiros da indústria naval serão treinados por japoneses

Economia



Trabalhadores brasileiros da indústria naval serão treinados por japoneses
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Nov 28th 2013, 17:22

Stênio Ribeiro

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica, na sigla em inglês) firmaram hoje (28) convênio para a formação de trabalhadores brasileiros da indústria naval.
O gerente de Relações Internacionais do Senai, Frederico Lamego, disse à Agência Brasil que, durante quatro anos, a Jica investirá R$ 10 milhões no treinamento de mão de obra especializada e na capacitação de técnicos e professores nas áreas de mecânica naval, gestão da produção naval e soldagem de materiais compostos.
Os centros de formação funcionarão em quatro unidades do Senai no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, na Bahia e em Pernambuco, que vão treinar pessoal para três grandes empresas japonesas que investiram, juntas, R$ 1,6 bilhão em estaleiros do Brasil nos últimos três anos.
Afora os investimentos já feitos, a Ishikawajima-Harima comprou 25% do Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo Portuário de Suape, em Pernambuco, por R$ 207 milhões; a Kawasaki adquiriu 30% do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano, por R$ 300 milhões; e um consórcio liderado pela Mitsubishi comprou 30% do Estaleiro Ecovix-Engevix, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, também por R$ 300 milhões.
"Os grandes investimentos e a carência de mão de obra qualificada para esses estaleiros foram determinantes para que os japoneses decidissem transferir tecnologia para o Brasil", disse o diretor da Divisão de Transportes da Jica, Koizumi Yukihiro.
Ele informou que os primeiros especialistas japoneses em indústria naval virão ao Brasil no início de 2014 para que os cursos de formação comecem no mês de abril. Além do treinamento de mão de obra, Yukihiro adiantou que os professores formarão 100 técnicos e instrutores nos dois primeiros anos do curso "para garantir efeito multiplicador no futuro".
Segundo o gerente do Senai, trata-se de uma condição essencial para que os núcleos de formação continuem a treinar técnicos para a indústria naval brasileira em geral. "A partir de então, os demais técnicos especializados serão brasileiros, formados pelo projeto Jica-Senai", acrescentou.
De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o salário médio de um mecânico naval, no Rio de Janeiro, é R$ 3,7 mil por mês, mas a remuneração pode chegar a R$ 11,1 mil nos estaleiros, dependendo da formação técnica específica. Além disso, o nível salarial da categoria tem aumentado por causa da própria demanda de mão de obra na indústria naval, que ganhou impulso depois dos registros de petróleo na camada marítima de pré-sal.
Edição: Nádia Franco
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Governo Central registra em outubro menor superávit primário em nove anos

Economia



Governo Central registra em outubro menor superávit primário em nove anos
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Nov 28th 2013, 15:42

Wellton Máximo

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A arrecadação recorde no mês passado elevou o superávit primário em outubro. O aumento dos gastos, no entanto, compensou a alta das receitas e fez o superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) atingir R$ 5,436 bilhões em outubro, o menor valor desde 2004, quando a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública chegou a R$ 4,742 bilhões.
Apesar de baixo para o mês, o resultado é o quarto melhor do ano, ficando atrás dos de janeiro (R$ 26,2 bilhões), abril (R$ 7,3 bilhões) e maio (R$ 5,9 bilhões). No acumulado do ano, o superávit primário soma R$ 33,433 bilhões, com queda de 48,2% em relação aos dez primeiros meses do ano passado. O montante corresponde a apenas 45,8% da meta ajustada de R$ 73 bilhões de superávit para este ano.
O fraco superávit primário em outubro ocorreu apesar da arrecadação recorde para o mês, divulgada na semana passada pela Receita Federal. Isso ocorreu porque os gastos cresceram mais que as receitas. De janeiro a outubro, as receitas líquidas cresceram 8,4% em valores nominais. As despesas, no entanto, subiram em ritmo maior: 14%.
O principal fator que pressionou os gastos federais no acumulado do ano foi a aceleração das despesas de custeio, que saltaram 22,6% de janeiro a outubro, contra alta de 16,4% no mesmo período do ano passado. Por causa de uma série de acordos fechados no ano passado, as despesas com o funcionalismo público também aceleraram e cresceram 8,5% no mesmo período, contra expansão de 3,4% nos dez primeiros meses do ano passado.
Depois de crescerem a taxas de dois dígitos nos últimos anos, os investimentos federais estão desacelerando em 2013. De janeiro a outubro, acumulam alta de 5,5% (R$ 53,7 bilhões) em relação aos mesmos meses do ano passado (R$ 50,9 bilhões). Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) crescem em um ritmo um pouco melhor e acumulam alta de 10,6% neste ano.
Edição: Nádia Franco
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Reunião extraordinária da Comissão Mista de Orçamento

Economia



Reunião extraordinária da Comissão Mista de Orçamento
http://agenciabrasil.ebc.com.br/galeria/2013-11-28/reuniao-extraordinaria-da-comissao-mista-de-orcamento
Nov 28th 2013, 14:24





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Bacias de Sergipe-Alagoas e Recôncavo rendem maiores bônus de assinatura em leilão da ANP

Economia



Bacias de Sergipe-Alagoas e Recôncavo rendem maiores bônus de assinatura em leilão da ANP
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-28/bacias-de-sergipe-alagoas-e-reconcavo-rendem-maiores-bonus-de-assinatura-em-leilao-da-anp
Nov 28th 2013, 14:50

Vinícius Lisboa

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – As maiores somas de bônus de assinatura pagas no leilão de gás em terra da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foram registradas nas bacias do Recôncavo, na Bahia, e de Sergipe-Alagoas. Em ambas, a Petrobras arrematou a maior parte dos blocos leiloados.
A Bacia de Sergipe-Alagoas, considerada madura pela ANP, teve blocos leiloados em quatro setores: SSEAL-T2, SSEAL-T3, SSEAL-T4 e SSEAL-T5. No T2, apesar de 14 blocos não terem recebido ofertas, o bônus de assinatura total passou de R$ 16 milhões. Quatro blocos foram arrematados pela Petrobras e quatro pela empresa panamenha Trayectoria. O investimento mínimo previsto para esses locais é de R$ 28 milhões.
No setor T3, a Petrobras garantiu sete blocos, e a Geopark Brasil ficou com um. Ao todo, 20 não receberam ofertas. Mais R$ 22 milhões em bônus de assinatura foram somados neste setor, e o investimento mínimo previsto é estimado em R$ 34 milhões.
Os blocos arrematados do setor T4 também foram para a Petrobras, quatro com 100% para a estatal e três em um consórcio em que 50% ficaram com a Nova Petróleo. No T4, 14 blocos não tiveram oferta, e o bônus de assinatura total ficou em cerca de R$ 13 milhões. A previsão de investimento está em torno de R$ 33 milhões ao menos. No setor T5, apenas a Petrobras fez oferta por um dos blocos, o que rendeu bônus de R$ 1,3 milhão e deve gerar investimento calculado em mais de R$ 4 milhões.
Na Bacia do Recôncavo, os dois setores receberam a oferta de seis consórcios diferentes, sendo quatro deles com presença da Petrobras. No setor SREC-T2, a estatal arrematou dez blocos sozinha, e seis ficaram com a Trayectoria. No setor SREC-T4, a Petrobras integrou três consórcios que arremataram mais dez. A colombiana Alvopetro obteve quatro blocos.
No setor T2, o bônus de assinatura total chegou a R$ 56 milhões, enquanto no T4, ficou em torno de R$ 22 milhões. Os investimentos mínimos previstos são R$ 98 milhões e R$ 54 milhões, respectivamente. Não receberam oferta 20 blocos dos dois setores.
Edição: Nádia Franco
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Trinta e um blocos exploratórios de gás da Bacia do Parnaíba não receberam oferta

Economia



Trinta e um blocos exploratórios de gás da Bacia do Parnaíba não receberam oferta
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Nov 28th 2013, 13:17

Vinícius Lisboa

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro- As bacias do Parnaíba, no Nordeste, e de Acre-Madre de Dios, no Norte, tiveram um bloco arrematado, cada uma, na 12ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que está ocorrendo hoje (28) e amanhã (29) em um hotel na zona oeste do Rio. Em ambos os casos, os blocos foram arrematados por ofertas únicas.
Na Bacia do Parnaíba, 31 blocos não receberam ofertas, e a Geopark Brasil adquiriu os direitos sobre o Bloco PN-T-597, com bônus de assinatura de R$ 920 mil e programa que prevê a criação de 1.773 unidades de trabalho. Além disso, a empresa ofereceu usar 80% de conteúdo local na exploração e 85% no desenvolvimento e na produção do bloco, que será operado nos próximos 4 anos. A demanda mínima de investimento é prevista em cerca de R$ 6 milhões.
A Petrobras foi a ofertante que adquiriu o único bloco da Bacia Acre-Madre de Dios, com o bônus de assinatura de R$ 295 mil. A estatal vai usar 70% de conteúdo local na exploração e 85% no desenvolvimento e na produção, com a criação de 470 unidades de trabalho. Ao menos R$ 12 milhões devem ser oferecidos.
A Bacia do Parecis, entre Rondônia e Mato Grosso, foi a única dessa manhã a não receber nenhuma oferta. Em dois setores, 14 blocos estavam no leilão.
Na abertura da rodada, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, destacou a importância dessas licitações para descentralizar os investimentos no país: "É uma rodada diferente das outras, porque estamos oferecendo gás em terra. Há 20 anos, descobrir um poço com gás natural era pior do que descobrir um seco. Em 2010, o gás já era 10% da nossa matriz e sua importância cresce a olhos vistos".
Edição: Davi Oliveira
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Ministério da Defesa certifica primeiras 26 empresas estratégicas

Economia



Ministério da Defesa certifica primeiras 26 empresas estratégicas
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-28/ministerio-da-defesa-certifica-primeiras-26-empresas-estrategicas
Nov 28th 2013, 13:58

Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Defesa certificou hoje (28) as primeiras 26 empresas consideradas estratégicas para o setor de defesa. Com isso, elas serão beneficiadas pelo Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa (Retid), regulamentado em outubro, e poderão obter desonerações que variam de 13% a 18%, especialmente para produtos das áreas de transporte, cibernética, química, armas e de insumos.
A certificação é um desdobramento da regulamentação das normas legais que instituíram mecanismos para tornar empresas nacionais do setor mais competitivas, tanto no mercado interno quanto no externo. "Este é mais um passo concreto para a conquista de tecnologia para a defesa nacional. Ao credenciar as primeiras empresas estratégicas brasileiras, iniciamos um novo ciclo de competitividade para as empresas nacionais. Com isso, ajudaremos a consolidar a indústria nacional de defesa", disse o secretário de Produtos de Defesa do ministério, Murilo Marques Barbosa.
De acordo com o Ministério da Defesa, a balança comercial contabiliza déficit nas relações de comércio de produtos do setor. O Brasil exporta US$ 1,5 bilhão e importa US$ 2,5 bilhões. A expectativa é que, ao estimular a indústria nacional, caia a diferença. O setor de defesa tem potencial para gerar cerca de 60 mil empregos diretos e 240 mil indiretos, estima o ministério.
Edição: Nádia Franco
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Juros cobrados de consumidores e empresas sofrem impacto da alta da Selic

Economia



Juros cobrados de consumidores e empresas sofrem impacto da alta da Selic
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-28/juros-cobrados-de-consumidores-e-empresas-sofrem-impacto-da-alta-da-selic
Nov 28th 2013, 13:35

Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O ciclo de alta da taxa básica, a Selic, tem levado a aumento nos juros cobrados dos consumidores e empresas. De setembro para outubro, a taxa de juros para pessoas físicas subiu 1,1 ponto percentual, alcançando 38,3% ao ano. No caso das empresas, o crescimento chegou a 0,1 ponto percentual, ficando em 20,8% ao ano, no crédito com recursos livres.
A variação nas taxas de juros cobradas pelos bancos foi divulgada hoje (28) pelo Banco Central (BC). Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a taxa básica pela sexta vez seguida, ao passar de 9,5% para 10% ao ano.
Quando há aumento da Selic, o custo de captação de recursos pelos bancos aumenta e há repasse para os clientes. "As taxas começaram a subir por volta de maio e passaram a ter essa tendência de alta e isso se repetiu em outubro", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.
Em outubro, entre as taxas de juros do crédito com recursos livres, a do crédito pessoal apresentou aumento de 6 pontos percentuais, para 88,1%. De acordo com Maciel, essa taxa costuma oscilar muito. "É um segmento que incorpora operações com um pouco mais de risco", acrescentou.
Já no caso do crédito consignado, a alta ficou em 0,3 ponto percentual, ao registrar 24,6% ao ano. Segundo Maciel, no caso do crédito consignado para servidores públicos, há muita competição entre os bancos pelos clientes, o que ajuda a manter a taxa estável. É uma modalidade de crédito com baixo risco de inadimplência. Os dados do BC também mostram que a taxa do cheque especial subiu 1,2 ponto percentual para 144,5% ao ano.
Edição: Davi Oliveira
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Endividamento das famílias apresenta leve queda em setembro

Economia



Endividamento das famílias apresenta leve queda em setembro
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-28/endividamento-das-familias-apresenta-leve-queda-em-setembro
Nov 28th 2013, 12:23

Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O endividamento das famílias com o sistema financeiro caiu em setembro, segundo dados divulgados hoje (28) pelo Banco Central (BC). Em setembro, a dívida total das famílias equivalia a 45,31% da renda acumulada nos últimos 12 meses. Em agosto, o resultado havia ficado em 45,36%. O indicador vinha subindo desde janeiro, quando foi registrado patamar de 43,59%.
Ao se retirar desse indicador o endividamento com financiamento imobiliário, o percentual ficou em 30,22%, também com redução em relação a agosto (30,38%).
Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, o crescimento do endividamento das famílias é sustentável. Ele reforçou a análise de que o endividamento cresce devido à aquisição de um ativo para as famílias – a casa própria. "Uma avaliação crucial é observar que isso decorre fundamentalmente do crédito imobiliário. O comprometimento de renda, tirando o financiamento imobiliário, já se estabilizou há algum tempo e mostra, na margem, tendência de recuo", disse.
Os dados do BC também mostram que a parcela da renda mensal familiar comprometida com as prestações chegou a 21,45%, em setembro, resultado estável em relação a agosto, de acordo com dados ajustados para o período. A parcela da renda usada, em setembro, para pagamento de juros ficou em 8,79%, ante 8,71% em agosto.
Edição: Juliana Andrade
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Indice de Preços ao Produtor registra maior queda no ano

Economia



Indice de Preços ao Produtor registra maior queda no ano
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-28/indice-de-precos-ao-produtor-registra-maior-queda-no-ano
Nov 28th 2013, 10:11


Isabela Vieira

Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O preço de produtos na saída das fábricas, antes da cobrança de impostos e de frete, chegou em outubro deste ano ao menor patamar desde fevereiro. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) diminuiu 0,37% no mês e ficou abaixo do indicador de setembro (0,57%) e de outubro de 2012 (0,23%). A informação foi dada hoje (28) pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).
No ano, o IPP acumula alta de 4,47%. Já no acumulado dos últimos doze meses encerrados em outubro, o indicador registra aumento para 5,18%. Em setembro, o indicador era um pouco maior, de 5,81%.
De acordo com levantamento do IBGE, do total de 23 atividades pesquisadas, passou de 13 para nove as que sofreram aumento de preços, entre setembro e outubro.
Dentre as atividades pesquisadas as que mais variaram preços foram: fumo (-2,6%), bebidas (2,43%), outros equipamentos de transporte (-2,29%) e químicos (-1,8%). Já os setores que mais causaram impacto no cálculo do IPP foram alimentos, bebidas, metalurgia e outros produtos.
O IPP investiga os preços dos produtos na "porta da fábrica" antes a cobrança de impostos e do frete, que acabam sendo repassados posteriormente ao consumidor nos preços.

Edição: Valéria Aguiar

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Taxas de juros sobem em outubro, informa Banco Central

Economia



Taxas de juros sobem em outubro, informa Banco Central
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-11-28/taxas-de-juros-sobem-em-outubro-informa-banco-central
Nov 28th 2013, 10:56


Kelly Oliveira

Repórter da Agência Brasil
Brasília – As taxas de juros subiram em outubro, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (28). No caso das famílias, a taxa subiu 1,1 ponto percentual, para 38,3% ao ano, de setembro para outubro. A taxa para as empresas subiu 0,1 ponto percentual, para 20,8% ao ano.
Essas taxas de juros são do crédito com recursos livres. No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), as taxas de juros também subiram. Para as empresas, a alta ficou em 0,1 ponto percentual, para 7,5% ao ano. As famílias pagaram taxa de 7,2% ao ano, aumento de 0,2 ponto percentual em relação a setembro.
A taxa de inadimplência, considerados os atrasos superiores a 90 dias, teve queda para as pessoas físicas no crédito com recursos livres - caiu 0,2 ponto percentual, para 6,8%. Para as empresas, ficou estável em 3,4%.
No caso do crédito direcionado, a inadimplência é bem menor. A inadimplência das pessoas físicas ficou em 1,7%, com redução de 0,2 ponto percentual. As empresas apresentaram inadimplência de 0,5%, estável em relação a setembro.
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro ficou em R$ 2,610 trilhões em outubro, com crescimento de 0,5% no mês e 14,7% em 12 meses.
Esse saldo representou 55,4% de tudo o que o país produz, o Produto Interno Bruto (PIB), com queda de 0,1 ponto percentual em relação a setembro.
Edição: Graça Adjuto
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Índice usado no reajuste do aluguel tem forte redução no ritmo de alta

Economia



Índice usado no reajuste do aluguel tem forte redução no ritmo de alta
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Nov 28th 2013, 10:23

Marli Moreira

Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve alta de 0,29% em novembro, variação bem abaixo da registrada em outubro (0,86%). Desde janeiro, a taxa acumula 4,88% e, nos últimos 12 meses, 5,60%. O índice, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas, é utilizado como base de cálculo em renovações de contratos de aluguel, entre outros.
O resultado foi influenciado, principalmente, pela variação de preços no setor atacadista, medida em um dos três componentes da taxa, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com decréscimo de 0,17% ante 1,09%. Entre as oscilações que perderam força estão os materiais e componentes para manufatura, cujos preços ficaram praticamente estáveis, em 0,01%, ante aumento, em outubro, de 1,04%.
No que se refere aos produtos com cotação no mercado internacional, aferidos por meio do índice de matérias-primas, a taxa passou de 1,95% para 0,60% sob o efeito, principalmente, dos itens: minério de ferro (de 6,81% para 2,06%), aves (de 3,27% para -6,16%) e bovinos (de 3,80% para 0,75%).
Também contribuiu para o decréscimo do IGP-M o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com variação de 0,27% ante 0,33%. O componente que capta as oscilações no mercado varejista, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), neutralizou em parte a contenção média dos aumentos ao registrar elevação de 0,65%. No mês anterior, havia alcançado 0,43%.
Edição: Graça Adjuto
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