Agronegócio bateu recordes, mas há previsão de queda de preços para 2014

29 de dezembro de 2013

Economia



Agronegócio bateu recordes, mas há previsão de queda de preços para 2014
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-12-29/agronegocio-bateu-recordes-mas-ha-previsao-de-queda-de-precos-para-2014
Dec 29th 2013, 16:01





Mariana Branco

Repórter da Agência Brasil
Brasília – Crescendo desde o início dos anos 2000, a safra de grãos brasileira voltou a ser recorde em 2013. A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que ela fechará o ano em 186,8 milhões de toneladas. A supercolheita teve reflexos nas exportações, especialmente de milho e soja. O milho se beneficiou novamente da quebra de safra nos Estados Unidos e deve encerrar o ano com venda de 25 milhões de toneladas. No caso da soja, as exportações devem ficar em 43 de milhões de toneladas contra a previsão inicial de 38 milhões. Os dois produtos ajudaram a absorver os danos causados à balança comercial pela queda na produção e vendas externas de petróleo este ano.
"O agronegócio foi nossa sorte. Era uma receita que não estava prevista", comenta José Augusto de Castro, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB). Castro destaca, no entanto, que a entidade estima que haverá queda no preço para algumas commodities em 2014, entre elas a soja e o milho. Para a soja em grão, a projeção é que o preço recue dos atuais US$ 540 por tonelada para US$ 490. Para o milho, a previsão de recuo é de US$ 197 para US$ 180 por tonelada.
De acordo com o presidente da AEB, o motivo para a variação do preço é que a produção agrícola tem sido grande nos últimos anos. "O mundo está se acomodando. Sobram soja, cana [açúcar e etanol], café e milho. Você tem uma oferta superior à demanda", analisa. Com a expectativa de queda de preços, o setor privado está apostando na retomada da produção de petróleo para alavancar a balança comercial no próximo ano.
O IBGE prevê ainda que a safra de grãos fique estagnada em 2014, embora em patamares elevados. De acordo com o levantamento mais recente do órgão, a colheita do ano que vem deve superar a de 2013 (186,8 milhões de toneladas) em apenas 63.363 toneladas. A estimativa difere da divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que espera colheita de 195,9 milhões de toneladas. A Conab, no entanto, usa como referência o ano-safra 2013/2014, enquanto o IBGE trabalha com o ano civil 2014.
Apesar dos prognósticos, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, não acredita em desaquecimento das exportações do agronegócio. "Estamos com margem elevada, poderíamos até absorver [queda de preços]. Mas achamos que [o mercado] continuará aquecido no mínimo pelos próximos dois anos. Temos previsão para crescimento da população mundial até 2030, o que vai aumentar a demanda por alimentos", disse. Geller destaca que o Brasil possui áreas disponíveis para expandir a produção agrícola, atualmente em 60 milhões de hectares. "Quem pode suprir essa demanda [por alimentos] é o Brasil", afirmou.
O secretário atribui o aumento da produção desde o início dos anos 2000, quando estava na casa das 100 milhões de toneladas, à mecanização do setor agrícola e ao investimento em pesquisa, que aumentou a produtividade. Para ele, o crédito facilitado e a juros baixos concedido aos produtores rurais também contribuiu para a expansão. Geller reconhece, no entanto, que a infraestrutura de armazenamento e transporte ainda é um gargalo para as exportações agrícolas. "A logística não acompanhou a velocidade do aumento [da produção]. Mas o governo está fazendo todos os esforços", disse, citando iniciativas como a concessão de ferrovias e rodovias à iniciativa privada.
Edição: Denise Griesinger

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Vilão da balança comercial em 2013, petróleo deve ajudar na recuperação em 2014

Economia



Vilão da balança comercial em 2013, petróleo deve ajudar na recuperação em 2014
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-12-29/vilao-da-balanca-comercial-em-2013-petroleo-deve-ajudar-na-recuperacao-em-2014
Dec 29th 2013, 15:09



Mariana Branco

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O petróleo foi o principal fator de impacto sobre a balança comercial em 2013. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de janeiro a novembro as vendas de petróleo bruto para o exterior caíram 38,1%, na comparação com o mesmo período do ano passado. O combustível também foi um dos produtos que puxaram a queda das exportações brasileiras para alguns parceiros tradicionais, como Estados Unidos (recuo de 9,4%) e União Europeia (3,4%). Além disso, a manutenção programada de plataformas da Petrobras ocasionou queda na produção.
A queda nas exportações de petróleo puxou saldos deficitários para a balança comercial ao longo do ano. Por esse motivo, o governo divulga expectativa de superávit pequeno para o fechamento de 2013, sem cravar números. O setor privado, representado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), estima saldo positivo em US$ 500 milhões. Caso aconteça, o superávit será ajudado pelas chamadas exportações fictas de plataformas de extração de petróleo e gás, que somaram US$ 6,58 bilhões este ano.
As exportações fictas são transações para o exterior envolvendo produtos nacionais, sem que eles deixem o território brasileiro. Em 2013, a Petrobras vendeu plataformas a subsidiárias no exterior para posteriormente serem utilizadas no próprio país. Dessa forma, a estatal pôde se beneficiar do Regime Aduaneiro de Exportação e Impostação de Bens Destinados à Produção e à Exploração de Petróleo e Gás (Repetro), que permite pagar menos impostos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, são operações regulares segundo regras internacionais.
O presidente da AEB, José Augusto de Castro, corrobora que há legalidade, apesar de as transações inflarem artificialmente as exportações. "É uma operação legal. Na verdade, não vendemos plataforma para nenhum outro país porque o produto ficaria caro demais, por causa dos tributos e da exigência de componentes locais. Só a Petrobras, por ser estatal, consegue comprar", analisa. Ele destaca que em 2013 houve mais operações do tipo que em 2012, quando estas somaram US$ 1,5 bilhão.
Para o ano que vem, as projeções são de recuperação da balança, com o petróleo como protagonista. Em novembro, o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Daniel Godinho, declarou em entrevista que esperava "melhora substancial" na conta-petróleo para 2014. A projeção da AEB também é de que o combustível fóssil, vilão da balança este ano, ajudará a sustentar saldos positivos no próximo. De acordo com estimativa da entidade, haverá incremento de 49,6% nas vendas externas do produto na comparação com o registrado em 2013.
"[A expectativa] tem relação com a retomada de funcionamento das plataformas e pequeno aumento da produção por empresas estrangeiras. Temos que torcer para que não haja queda na quantidade [exportada], pois estamos observando queda de preço também. [O petróleo] é o ponto principal que está sustentando a balança para o próximo ano. Tem havido uma queda especulativa do preço, mas não é forte", analisa José Augusto de Castro.
Castro comenta ainda as expectativas em relação ao câmbio para 2014. Segundo ele, a projeção é de que o dólar ficará em um patamar próximo a R$ 2,35. Para o presidente da AEB, uma cotação favorável às vendas externas seria R$ 2,40. Castro ressalta que o anúncio do banco central norte-americano, o Federal Reserve (Fed), de que retirará gradualmente os estímulos à economia daquele país pode voltar a trazer volatilidade à moeda no ano que vem. Para ele, a valorização da moeda norte-americana em 2013 não chegou a beneficiar as exportações brasileiras. "O câmbio não favoreceu pois 70% [das nossas exportações] são commodities, com preço uniforme em todo o mercado. Com relação aos produtos industrializados, como [a cotação] ia e voltava, havia uma volatilidade que não inspirava confiança", destaca.
Segundo ele, a alta do dólar igualmente não foi suficiente para reduzir as importações de bens de consumo, movimento que o governo esperava. Trata-se de produtos usados por curto prazo como cosméticos e alimentos. Sua procura cai quando os preços sobem, com o consumidor migrando para marcas mais baratas e nacionais. Para ele, a queda nas vendas desses itens, que ajudaria a equilibrar a balança comercial, poderá acontecer em 2014 caso o dólar continue em alta.


Edição: Denise Griesinger

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