Floricultura brasileira faturou R$ 5,2 bilhões no ano passado

19 de janeiro de 2014

#Economia


Rio de Janeiro - A produção de flores no Brasil movimentou R$ 5,2 bilhões no ano passado, com aumento de 13% sobre 2012, disse o presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Kees Schoenmaker. Ele salientou que o valor se refere ao faturamento dos atacadistas e varejistas de flores. Para os produtores, a atividade gerou receita entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,3 bilhão. "O atacadista sempre dobra [o preço da produção]". Observou, também, que sobre ao valor é acrescida a parte do varejista, o que acaba resultando nos R$ 5,2 bilhões de faturamento em 2013.

São Paulo é o mais importante estado produtor, apresentando faturamento de R$ 1,8 bilhão em 2013. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, que movimentou R$ 576 milhões, com aumento de 23% em comparação ao valor registrado no ano anterior, de acordo com informação da Secretaria Estadual de Agricultura. O secretário Christino Áureo acredita que a expansão é resultado da profissionalização da atividade nos últimos anos, da diversificação da produção e da oferta de crédito para investimento e custeio.

Esclareceu que por meio do programa de fomento ao setor, o Florescer, têm sido intensificadas as ações de capacitação de produtores, "preparando nossos produtos para competir e conquistar espaço, tanto no Rio de Janeiro, como para atender outras unidades da federação". Hoje, 52 dos 92 municípios fluminenses trabalham com floricultura, gerando 18 mil postos de trabalho.

O presidente do Ibraflor estimou que, em 2014, o crescimento do setor não mostrará grande incremento, devendo fechar com alta em torno de 8%. Isso resulta de vários fatores. Entre eles, citou o Dia Internacional da Mulher, que este ano cairá no sábado depois do carnaval. "Sábado não é um dia bom. Depois do carnaval, é pior ainda", manifestou.

Outro fato que reduzirá as vendas, segundo Schoenmaker, é a Copa do Mundo. "Nós já passamos por várias Copas do Mundo e sabemos o efeito disso. As vendas caem bastante". O setor pretende promover ações voltadas par aa Copa, mas não sabe qual será o resultado. "A gente tem que esperar".

Atualmente, o Brasil conta 8 mil produtores, dos quais 98% são de pequeno e médio porte. A área cultivada no ano passado totalizou 13,8 mil hectares. Mais de 350 espécies foram produzidas, somando 3 mil variedades. O mercado engloba 60 centrais de atacado, 650 empresas atacadistas e 22 mil pontos de venda no varejo.

Kees Schoenmaker disse que a tendência não é aumento do emprego na floricultura nacional, mas expansão da área para produção, "porque o pessoal está mecanizando mais, automatizando mais". Além disso, apontou que há dificuldade em encontrar pessoal capacitado para a atividade. "A dificuldade que outros negócios sentem, nós sentimos também. Está difícil".


Fonte: Agência Brasil

Brasil deixa de exportar flores e passa a importar

#Economia


Rio de Janeiro - A exportação brasileira de flores é quase nula e não se vislumbra nenhum futuro promissor, disse o presidente do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), Kees Schoenmaker. Ele informou que as poucas estatísticas que aparecem não se referem a flores cortadas, nem a plantas, a mudas ou bulbos. "Em vez de exportar, hoje em dia nós estamos importando da Colômbia e do Equador". Rosas estão entre as principais flores importadas.

Segundo Schoenmaker, o Brasil nunca teve destaque no campo da floricultura no mercado exterior. "A gente era conhecido. E com a piora do câmbio, a atividade parou". Em outro sentido houve melhoria no mercado interno. "Por que, então, exportar?", indagou.

Ele explicou que o clima no Brasil não é favorável à produção de flores como no Equador e na Colômbia, "que têm altitudes maiores do que a gente. Produzem acima de 2,5 mil metros. A gente para com 1,4 mil metros". Schoenmaker informou que quanto mais alto e mais frio, mais propício é o clima para a produção de flores de alta qualidade.

O presidente da Ibraflor disse que o consumo está evoluindo de forma positiva. "Porque está se encontrando flores e plantas em todos os lugares, hoje em dia. Praticamente, todos os supermercados têm". A qualidade do produtor final melhorou, bem como a durabilidade das flores, que "é muito maior do que há cinco ou dez anos ".

Segundo ele, isso faz com que aumente a satisfação do consumidor e o leva a repetir a compra. O consumo per capita no Brasil é R$ 26 por habitante/ano, o que ele considera que "não é bom, mas não é ruim". Em 2012, o consumo por habitante/ano era R$ 23,02. Em comparação a outros países, principalmente da Europa, o consumo brasileiro é pequeno. "Na Europa, é até sete vezes maior".

No Brasil, o maior consumo per capita em 2013 foi registrado no Distrito Federal (R$ 43,72), seguido de São Paulo (R$ 43,63), do Rio Grande do Sul (R$ 36,99), Rio de Janeiro (R$ 35,48) e de Santa Catarina (R$ 31,46).


Fonte: Agência Brasil



Explore os canais Ouni

Notícias
Nacional

Internacional
Finanças
Política
Justiça
Segundo Caderno
Esportes


Educação
Inovação

Serviços
Barra de Ferramentas

Buscador
Previsão do Tempo
Tradutor
Viagens

Entretenimento
Carros

Cultura
Famosos
MAXX FM
Música
Stations (Busca Rádios)

Estilo de vida
Homem

Mulher

Chat
Amizade

Encontros
Livre
Paquera
Sexo (+ 18 anos)
Webmasters
Outras salas

Fale conosco
Atendimento Virtual
Avalie-nos
E-mail

Fone Fácil
Fórum
Reclame Aqui
Redes Sociais

Copyright 2008 - 2017 © Ouni - Todos os direitos reservados.
"O uso desse website significa que você aceita os Termos de Uso e a Política de Privacidade"

Informações Importantes | Política de Privacidade | Termos de Uso

Vá para o Ouni